Quem é programador, mesmo que iniciante, certamente já ouviu falar de API. E mesmo quem não entende nada do assunto, convive diariamente com ela, mesmo sem saber. Mas afinal, o que é API? Essa sigla significa Application Programming Interface e pode ser traduzido como Interface de Programação de Aplicações. Ela pode ser empregada em praticamente […]
Quem é programador, mesmo que iniciante, certamente já ouviu falar de API. E mesmo quem não entende nada do assunto, convive diariamente com ela, mesmo sem saber. Mas afinal, o que é API? Essa sigla significa Application Programming Interface e pode ser traduzido como Interface de Programação de Aplicações. Ela pode ser empregada em praticamente qualquer contexto de desenvolvimento de software. Sua função principal é permitir que os sistemas conversem entre si, tornando mais claro e seguro o acesso às informações.

Como a API funciona?

A API é desenvolvida para que um sistema possa usar as funcionalidades de outro. Ou seja: é a interface ideal para que eles compartilhem suas ações, ferramentas, padrões e protocolo. Gerando, assim, uma total integração. Devido a essa função de conectar sistemas, a API tem um papel essencial na criação de aplicativos, por exemplo. Inclusive, os apps que conhecemos hoje somente existem devido à ligação entre sistemas e ferramentas. Caso contrário, não teriam função alguma. Um case de sucesso no uso de API é o Mercado Livre, um dos maiores e-commerces do Brasil. Depois que ela foi desenvolvida, criou a possibilidade de outros sistemas se integrarem com suas ferramentas. Abriu caminho, também, para que grandes varejistas utilizassem a plataforma do Mercado Livre via API. Realizando ações como:
  • Cadastro de produtos;
  • Gerenciamento de estoque;
  • Administração das vendas;
  • Controle de pagamentos.

Quais os benefícios da API na prática?

Um dos mais importantes diz respeito ao fato de possibilitar interligar serviços como:
  • Reservas de hotéis;
  • Compra de passagens aéreas;
  • Cálculo de frete em lojas virtuais.
É ela, por exemplo, que faz com que você reserve uma passagem com uma companhia aérea sem estar no site da empresa. Por estar interligada a um portal de vendas de pacotes de viagem, o assento é garantido e o pagamento repassado para a empresa. Depois disso, a companhia aérea ainda fica com seus dados para disponibilizar os documentos necessários para o embarque. A questão do frete também é um exemplo ótimo. Imagine se, ao realizar uma compra na web, você tivesse que pesquisar entre as transportadoras o melhor valor para receber seu produto. A própria API integra as informações e as disponibiliza para que todos os preços estejam disponíveis em um mesmo local. Nunca se viu uma integração entre sistemas como hoje em dia. Inclusive, pode-se dizer que a API facilita a vida de todos: desenvolvedores, empresas e clientes.

Como desenvolver uma API?

A primeira coisa que precisamos ter em mente é que uma API não precisa necessariamente trabalhar via web. Muito se fala em API Rest usando HTTP, mas a verdade é que o conceito de API pode estar presente em qualquer tipo de sistema, inclusive no sistema operacional. O próprio Windows possui internamente APIs prontas para que os desenvolvedores possam criar seus softwares integrados com as funcionalidades do sistema operacional. Permitindo controlar, por exemplo:
  • Sistema de arquivo;
  • Permissões;
  • Redes;
  • Dispositivos.
Sobre o API Rest que falamos acima, trata-se de uma como outra qualquer. Porém, utiliza o protocolo HTTP, mais especificamente a versão HTTP 1.1. Ficou confuso? Calma que vamos explicar! Quando navegamos na web, estamos usando, em 99% dos casos, HTTP, que é um protocolo de comunicação. Esse tipo de protocolo aceita alguns métodos, como Get, Post e Head – que é o que possibilita acessar as páginas e enviar formulários com os dados, entre outros. Porém, quando o assunto é o Rest, passamos a falar do HTTP 1.1, que aceita outros métodos de comunicação, como:
  • Put;
  • Delete;
  • Trace;
  • Connect.
Esses novos métodos permitem criar APIs melhores, padronizadas e mais seguras, como mostraremos a seguir.

As APIs são seguras?

Esse certamente é um dos assuntos mais importantes. Afinal, uma API permite, por exemplo, a realização de compras e pagamentos. Para garantir a segurança, é imprescindível usar SSL nas conexões das APIs. Isso quer dizer que toda comunicação, seja uma solicitação ou envio de informações, será feita de forma criptografada, usando protocolo HTTPS. É a mesma situação de quando você entra em um site e o cadeado aparece fechado no navegador. As APIs também precisam desse tipo de segurança na comunicação. Há outro aspecto que deve ser levado em consideração: a autenticação. Ela é fundamental para isolar o que pode ser fornecido de informações para cada um dos softwares que conversa com a API. Existem diversas técnicas de autenticação. Porém, sem dúvidas, a preferida dos desenvolvedores é a geração de Tokens. Tratam-se de chaves que ficam guardadas e são validadas como se fossem senhas, liberando posteriormente o acesso aos dados. Os Tokens são amplamente utilizados nas APIs e geralmente são identificadores únicos, que nada mais são do que uma sequência de caracteres sem nenhuma lógica aparente. Esse tipo de autenticação é tão eficiente que é utilizado por praticamente todos os aplicativos de bancos. Sem ela, as transações financeiras não são liberadas – ampliando a segurança do usuário.

Exemplos de APIs e suas funcionalidades

As principais empresas do mundo possuem seus sistemas integrados através da API. Confira alguns exemplos!

Google Agenda

Possibilita que os usuários compartilhem seus compromissos e os controlem através de outros aplicativos do Google.

GetSongBPM

Informa qual o BPM, ou seja, quantas batidas por minuto tem uma música. É muito utilizado por profissionais do ramo musical.

YouTube

Permite incorporar funções geralmente executadas no site do YouTube em outros sites ou aplicativos.

Sistemas financeiros, como PayPal

Conecta-se com qualquer tipo de plataforma de e-commerce, permitindo que o usuário pague suas compras de forma segura. Quer conhecer mais sobre as funcionalidade da API? Acesse o vídeo no canal Código Fonte TV. Aproveite, ainda, e inscreva-se no canal para receber notificações quando novos vídeos forem publicados!