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Quais funcionalidades o Flutter oferece aos desenvolvedores?

segunda-feira, 29 de junho de 2020 | Comentários

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O Flutter está diretamente ligado à área de desenvolvimento. Inicialmente, era direcionado apenas para a criação de aplicativos, mas, com as alterações sofridas recentemente, isso mudou.

Mas afinal, o que é Flutter?

Trata-se de um conjunto de ferramentas de User Interface (UI) portáteis criado pelo Google. Ele é um framework novo, apresentado pela primeira vez em 2015, que passou alguns anos se aperfeiçoando nas versões Release Preview. A primeira versão estável, o Flutter 1.0, foi lançado em 4 de dezembro de 2018.

O Flutter é Open Source e todo o seu código está disponível no GitHub.

Conheça mais sobre essa tecnologia, para que serve e quais empresas já a adotaram para desenvolver suas aplicações. Boa leitura!

Para que serve o Flutter?

Ele é desenvolvido em C, C++, Dart e Skia Graphics Engine, sendo este último uma biblioteca gráfica compacta, que também foi adquirida pelo Google.

A linguagem de programação padrão utilizada pelo Flutter, porém, é o Dart. O que justifica o fato de ser comum ver essas duas tecnologias sendo utilizadas em conjunto.

Para quem não sabe, o Dart é uma linguagem de script um pouco mais antiga que o Flutter. Ele foi criado em 2011 pelo Google com o intuito de substituir o JavaScript – cuja tentativa não foi bem-sucedida

Mas voltando ao assunto principal, com o Flutter é possível criar aplicações híbridas e manter a performance nativa. Ou seja, com apenas um código, permite criar um aplicativo que irá rodar tanto no Android quanto iOS, mantendo a performance nativa nos dois casos.

A sua funcionalidade, porém, não é apenas essa. Ele foi construído para unir 3 itens que são o sonho de consumo dos desenvolvedores.

Veja a seguir!

1. Criar aplicações de forma rápida

Ele conta com o recurso Stateful Hot Reload, que realiza a atualização automática do app no momento em que é salvo no arquivo do projeto. Ele ajuda a adicionar recursos e corrigir bugs de forma quase que instantânea e sem perder o status da aplicação.

Com o Flutter, é possível utilizar uma série Widgets customizáveis, já desenvolvidos de forma reativa. Além disso, pode ser integrado a diversos IDEs e editores, como, por exemplo:

  • Android Studio;
  • Xcode;
  • VSCode.

2. Criar interfaces de usuários bonitas e flexíveis

Permite que haja o controle total de cada pixel na tela, já que ele traz os Widgets renderizados, animações e gestos para frameworks. Com isso, o design fica muito mais flexível e personalizado.

3. Manter a performance nativa da sua aplicação

Os aplicativos criados em Flutter são compilados diretamente em Arm Nativo. Usam, ainda, a GPU e podem acessar as APIs da plataforma e os arquivos. Sem contar que podem ser integrados aos aplicativos já desenvolvidos.

Além de tudo o que já falamos, o Flutter também é um framework padrão para o desenvolvimento de aplicação para o Fuchsia OS, o sistema operacional para mobile do Google.

Qual a ligação entre Flutter e Widgets?

Quem está utilizando o Flutter vai, sem dúvida, se deparar com os Widgets. Eles são um ponto importante para agilizar o desenvolvimento – já que a ideia central da ferramenta é que você utilize os Widgets para construir a sua interface do usuário.

Para facilitar a vida do desenvolvedor, muita coisa já foi desenvolvida, e pode e deve ser reutilizada. E o melhor: são totalmente customizáveis, permitindo realizar ajustes de acordo com a aplicação.

É possível encontrar um grande catálogo com uma coleção de Widgets de:

  • Animações;
  • Inputs;
  • Scrolling;
  • Styling e muito mais.

Existem também Widgets construídos de forma mais específica para cada sistema, como o Material Design para o Android e o Cupertino para iOS.

Obviamente que, se você não encontrar o Widget específico que está procurando, poderá criá-lo e até disponibilizá-lo depois para outros programadores.

O que a nova versão do Flutter trouxe de novidade?

A última versão do framework, lançado em maio de 2019, foi chamada pela própria equipe de um grande marco para o Flutter. Isso porque deixou de ser apenas mobile para se tornar o Portable UI Framework for Mobile, Web, Embedded and Desktop.

Ou seja: de apenas mobile, o Flutter se transformou em Multiplataforma, mas ainda encontra-se em constante aprimoramento

O Flutter for Web, por exemplo, está no Technical Preview. Mas a ideia é que, com ele, seja possível renderizar um código já existente, feito com Flutter em Dart, para os padrões da web em HTML, CSS e JavaScript.

Também precisamos falar da nova funcionalidade para desktop e sistemas embarcados – que também prometem se destacar em um futuro próximo.

Para se ter uma ideia da ambição que essa mudança gerou no time do Flutter, confira o que eles falaram a respeito:

“Nós queremos construir o melhor framework para desenvolver belas experiências em todas as telas”.

Percebe-se, portanto, que a expectativa é alta em cima do framework após seu upgrade!

Quais empresas já estão adotando o Flutter?

Antes de citarmos as empresas, é importante lembrar que existem outras ferramentas que também possuem caráter multiplataforma e que, portanto, são concorrentes do Flutter.

Nessa lista temos:

  • React Native;
  • Ionic;
  • Xamarin.

Atualmente, a “briga” maior tem ficado entre Flutter e React Native. E, por debaixo desses frameworks, vemos um duelo de gigantes entre Google e Facebook. Na verdade, não é bem um duelo, afinal cada um apenas faz o possível para melhorar a sua ferramenta.

A utilização do Flutter vem crescendo e algumas grandes empresas já estão utilizando a ferramenta, além do próprio Google, que tem os seus serviços de Google Ads e o Google Greentea construídos com ele.

Veja alguns exemplos de organizações famosas que criaram apps utilizando o Flutter:

Ao que tudo indica, o Flutter veio para ficar. Ainda mais após o lançamento da sua última versão, que tornou o seu uso ainda mais interessante aos desenvolvedores.

Embora o Flutter seja uma ferramenta relativamente nova, se você pretende trabalhar com o desenvolvimento de apps, ele deve estar na sua lista a serem utilizadas ou aprendidas.

Curtiu esse conteúdo? Se você quiser se aprofundar ainda mais sobre ele, acesse o vídeo que a nossa dupla de CDF’s do canal Código Fonte TV compartilhou!


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