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Integração Contínua: eficiência em projetos de desenvolvimento

segunda-feira, 20 de abril de 2020 | Comentários

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Softwares com bugs entregues após o prazo estipulado e projetos que ultrapassam o custo previsto. Estas são as reclamações corriqueiras em empresas de tecnologia ou que precisam dela para atuar.

É justamente para evitar esses problemas que existe o Continuous Integration (CI), ou Integração Contínua. Essa prática ajuda a gerenciar projetos, pois minimiza as falhas, ajuda as equipes a serem mais produtivas e reduz os custos operacionais.

Mas afinal, o que é Continuous Integration e qual a sua importância? Responderemos essas questões a seguir e, ainda, mostraremos os 4 pilares que direcionam a sua atuação!

O que é Continuous Integration?

É uma metodologia moderna de desenvolvimento em que os trabalhos realizados são integrados de forma contínua. Na prática, é visto como um processo de automatização de build e testes de códigos realizado quando o membro de um time faz um Commit, a fim de detectar:

  • Falhas;
  • Erros de digitação de códigos;
  • Incompatibilidade;
  • Comandos gerados por desenvolvedores diferentes.

A Continuous Integration tem como princípio garantir a eficiência. Na área de Tecnologia da Informação, o termo eficiência pode ser traduzido como softwares atualizados constantemente e com custo de evolução menor.

No momento em que são realizados Commits do código uma vez ao dia, é possível encontrar falhas imediatamente. Desta forma, evita que elas sejam descobertas em fases posteriores do projeto, o que demanda um custo maior de correção.

Logo, a CI tem ligação direta com redução de custos. Enquanto evita investimentos desnecessários, aumenta a produtividade de toda a equipe.

Algumas ferramentas de integração disponíveis no mercado são:

Por que a Integração Contínua é importante?

Quando os processos não são integrados, o cenário normal é os desenvolvedores trabalharem isoladamente e juntarem suas alterações no momento em que todos finalizam. Nesse formato de atuação, o processo de alteração de códigos era demorado, difícil e suscetível a erros.

Com a CI, os especialistas podem confirmar um repositório compartilhado com frequência usando um sistema de controle de versão, como Git. Ele permite, inclusive, realizar testes e verificações automáticas antes de cada confirmação para detectar erros.

Imagine um cenário onde há uma equipe grande trabalhando em um projeto importante, de missão crítica. Para implantar novas features, é necessário contar com uma equipe formada por muitos programadores, designers, arquitetos de software e analistas envolvidos.

Quem não conhece a realidade imagina que o desenvolvimento e disponibilidade dessas evoluções seja algo natural e fácil, afinal existem muitos profissionais competentes e com conhecimento aprofundado. Mas não é bem assim!

Quando há muitas pessoas trabalhando simultaneamente, é preciso adotar práticas para auxiliar na harmonização dos conflitos, que podem ser bem complexos de detectar.

Devido a essa complexidade, é importante adotar a cultura de detecção de problemas de forma mais imediata. Somente assim é possível tornar os projetos menos custosos, além de garantir a qualidade e velocidade.

Desta forma, pode-se dizer que essa metodologia otimiza o trabalho e permite atingir um resultado final eficiente e com mais agilidade.

Quais são os benefícios de integrar os processos?

Partindo da importância de contar com a Integração Contínua, é possível elencar 4 benefícios principais, que são:

1 – Melhora a produtividade do desenvolvedor

Como o processo é realizado de forma automatizada, os desenvolvedores deixam de realizar tarefas manuais e trabalhosas que roubam seu tempo e energia. Consequentemente, eles se tornam mais produtivos, criando soluções com mais agilidade.

2 – Detecção rápida de falhas

Realizando testes diários, é possível encontrar e investigar bugs antes que os projetos se desenvolvam de tal forma que seja possível iniciar no zero novamente.

3 – Distribuição rápida de atualizações

A Continuous Integration ajuda as equipes a distribuírem atualizações dos projetos para os clientes ou responsável pela empresa com frequência e rapidez.

4 – Redução dos custos finais

Quando os projetos fluem naturalmente e os erros são ajustados ao longo do processo, o custo final tende a ser mais baixo.

Quais os 4 pilares para obter sucesso na Integração Contínua?

Para que essa prática seja utilizada com sucesso, é essencial que seja baseada em 4 pilares fundamentais. São eles:

1 – Sistema de Controle de Versão

As vantagens de trabalhar com controle de versão são diversas. Algumas permitem, por exemplo, que os desenvolvedores tenham uma cópia completa do repositório, ao invés de criarem duplicatas das últimas versões das fontes. Isso garante que, caso um servidor falhe, qualquer outra versão possa ser transferida de volta.

Essa ferramenta não é importante somente para grandes equipes, mas também para projetos pequenos e até os minúsculos.

2 – Automatização de Build

Toda vez que uma nova versão do sistema for gerada, ela deverá ser feita de forma automatizada e sem nenhuma interferência externa. Nesta etapa, é totalmente dispensada a intervenção humana.

Ou seja: nada de digitar comandos ou clicar em botões de confirmação. Isso é importante justamente para minimizar os erros.

3 – Self-Testing Build

Para que as automatizações sejam validadas, é essencial incluir testes igualmente automáticos de Build. Durante esse teste, é possível detectar inconsistências e bugs que durante o desenvolvimento podem ter passado despercebidos. Por isso, utilizar uma abordagem de teste faz a diferença no projeto.

4 – Integração diária

Para reduzir o custo operacional do projeto, é importante que a integração seja feita de forma automática e, principalmente, diária. Essa ação ajuda a melhorar a performance e, consequentemente, os prazos, pois evita que sejam geradas inconsistências muito grandes.

Logo, quem for utilizar Integração Contínua, os Commits precisam ser diários.

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