Saiba como usá-lo em estratégias de marketing do seu negócio.

Você já ouviu falar em neuromarketing? Esse termo é uma junção das palavras “neurociência” e “marketing”. Portanto, o propósito do neuromarketing é compreender melhor o que leva o consumidor a escolher determinado produto, serviço ou marca. Se você já desejou alguma vez entender o que se passa na cabeça do seu cliente, o neuromarketing é a solução para isso.

Como funciona o neuromarketing na prática?

Para quem está curioso sobre o que é neuromarketing e como ele funciona na prática, o estudo é feito a partir de rastreamento ocular, frequência cardíaca, respiração e atividade cerebral, entre outros métodos. 

Como envolve aparelhos médicos e sistemas de imagem, o custo é alto – o que pode ser inviável para empresas menores. Mesmo assim, você pode aproveitar os resultados de pesquisas que já foram divulgadas e recorrer à literatura disponível sobre o tema.

O objetivo principal do neuromarketing é estudar como o cérebro humano reage a determinados estímulos, que podem ser imagens, cores, cheiros etc. Os estímulos têm como objetivo despertar desejo, necessidade, urgência, entre outros comportamentos. É com base nesses resultados que as empresas posicionam suas marcas e a comunicação com o mercado.

Para compreender melhor, você pode fazer um teste simples. Basta assistir ao vídeo abaixo e, depois, analisar sua própria reação, seu sentimento em relação ao que viu e se sentiu a necessidade de algo.

Teoria do Cérebro Trino

Para entender melhor o conceito, é importante conhecer a Teoria do Cérebro Trino, que fala sobre como o nosso cérebro é dividido em três partes:

  • Neocórtex: é o “cérebro pensante”. É a parte que nos distingue dos animais, responsável pela nossa racionalidade. Aqui se localizam os lobos cerebrais, que controlam as interações sociais dos humanos;
  • Cérebro reptiliano: é a parte instintiva do nosso cérebro, responsável por nossos reflexos e instintos de sobrevivência,
  • Cérebro límbico: controla as emoções mais complexas dos seres humanos, além das sensações que envolvem nossos sentidos e nossa memória.

Neuromarketing: exemplos

Um dos cases mais famosos do neuromarketing é das marcas Coca-Cola e Pepsi. O estudo reuniu 67 pessoas que tinham uma missão muito simples: tomar as bebidas das duas marcas e escolher a melhor. 

Sem saber qual era a marca dos refrigerantes que tinham ingerido, a maioria das pessoas preferiu Pepsi. Um segundo teste foi aplicado, informando uma das marcas que seriam degustadas. Neste caso, as pessoas preferiram Coca-Cola.

A neurociência explica que quando sabiam qual marca estavam consumindo, as pessoas tiveram o córtex pré-frontal ativado. Porém, quando não tinham conhecimento de uma das marcas, houve um aumento de atividade nas regiões cerebrais ligadas às emoções positivas. 

Ou seja, o neocórtex influenciou a decisão, uma vez que a marca da bebida influenciou o comportamento dos participantes. E isso pode ter ocorrido justamente por conta da publicidade e de como a Coca-Cola se posiciona em seu mercado de atuação.

5 estratégias inspiradas em neuromarketing para usar no seu site

Existem alguns conceitos e práticas que podem ser usados para atrair a atenção dos consumidores e posicionar a sua marca ou produto. Também vale ressaltar que você pode desenvolver pesquisas, realizar testes A/B e até usar técnicas de growth hacking para entender melhor o comportamento do seu público. 

Outro jeito de compreender melhor o seu público, além de conhecer a jornada do consumidor, é perguntando o que ele pensa em relação ao seu negócio.

1. Use boas imagens no site

Todo mundo sabe que uma imagem vale mais que mil palavras. Portanto, é fundamental ter boas imagens no seu site. Para quem tem e-commerce, essa dica é ainda mais importante. Além de ter imagens de alta qualidade, é válido apresentar variações de ângulo para demonstrar o produto e quem sabe até usar vídeos.

2. Escolha uma boa tipografia

Sabe aquele desconforto de quando você não consegue entender algo que está escrito porque a letra está ilegível? Para evitar esses sentimentos negativos em relação ao seu site é fundamental escolher bem as fontes que irão compô-lo e até mesmo a sua marca. Aqui no blog tem um post que fala sobre tipografia digital e que poderá lhe ajudar nisso.

3. Use a psicologia das cores

As cores também estimulam nossos sentidos e emoções, por isso, também é importante acertar na escolha. Fique atento à cor do seu logo, do site e todas as peças de comunicação para ver se elas estão causando o efeito desejado nos consumidores. 

4. Crie bons CTAs

Você já ouviu falar em CTA? A sigla é abreviação de call-to-action, que quer dizer “chamada para ação”. Ou seja, são palavras, termos ou frases que você utiliza para estimular o consumidor a fazer algo, que pode ser comprar, se cadastrar para receber a newsletter etc. Fazer o uso correto desses CTAs pode impulsionar o seu negócio.

5. Priorize a experiência do usuário

Como é a experiência dos usuários do seu site ou dos consumidores da sua marca? Promover boas experiências é um dos caminhos para influenciar o comportamento do consumidor. Afinal de contas, quem tem boas experiências gosta de compartilhá-las e, com isso, acaba divulgando o seu negócio. Portanto, fique de olho nessas cinco dicas para melhorar a experiência do usuário.

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