A criptografia é um dos mecanismos para a construção de uma segurança sólida de um site. Veja nesta máteria como ela funciona na prática e quando deve ser aplicada.

A criptografia é uma poderosa ferramenta contra ameaças digitais, sendo hoje uma das mais utilizadas no mundo.

Com o avanço da internet e a necessidade de transformação digital, cada vez mais, as empresas estão armazenando e gerenciando informações confidenciais on-line em nuvem — com uma conexão ininterrupta à web. Dessa forma, fica difícil evitar que os dados da sua empresa caiam nas mãos erradas, certo?

O número de crimes virtuais aumenta a cada ano, e, com isso, surgem novas discussões sobre a segurança da informação. Inclusive, a cibersegurança foi um dos cinco assuntos mais discutidos na Conferência Internacional de Davos de 2019.

O Brasil sofreu 2,6 bilhões de ciberataques no primeiro semestre de 2020, de acordo com dados do Fortinet, ficando em segundo lugar no ranking mundial de países com maior número de crimes de natureza digital. 

A previsão é que o cenário piore com os passar dos anos, já que estamos cada vez mais dependentes de sistemas conectados à internet para realizar as tarefas do dia a dia. 

Pensando nisso, as empresas estão incorporando criptografia em seus planos de segurança de dados em nuvem para manter suas informações privadas e seguras, independentemente de sua localização

Um dos sistemas de segurança mais antigos do mundo, a criptografia é uma técnica de proteção de dados de quase quatro mil anos que vem sendo aprimorada pelas ferramentas digitais. 

O que é a criptografia?

As primeiras criptografias foram encontradas no Egito Antigo, cerca de 1900 a.c. Em seu método, eram aplicados algoritmos ao texto original, e somente quem tivesse o código-fonte era capaz de decifrar o conteúdo da mensagem.

A criptografia também foi muito utilizada durante a Segunda Guerra Mundial, a partir da criação das máquinas de cifração alemãs Lorenz e Enigma. 

Se você já assistiu ao filme O Jogo da Imitação, sabe que o matemático britânico Alan Turing desvendou o sistema criptográfico usado pelas forças alemãs — o que mais tarde foi decisivo para a derrota do nazismo.  

Desde então, a criptografia foi sendo aprimorada pela tecnologia, o que permitiu a criação de sistemas mais complexos e, por consequência, mais seguros contra malwares e crimes virtuais.

Basicamente, a criptografia consiste no “embaralhamento” dos dados para impedir que malwares ou criminosos leiam as informações preenchidas pelos usuários. Assim, trata-se de uma ferramenta bem versátil que pode ser aplicada tanto a um único dado, como uma senha, por exemplo, como em todo um disco de armazenamento.

Atualmente, existem diferentes tipos de criptografia, e seu processo de evolução é semelhante ao de um antibiótico no corpo humano. Quanto mais resistente os vírus ficam, mais forte a proteção precisa ser para manter a segurança dos dados.

Contudo, a velocidade com que surgem novas tecnologias dificulta o trabalho dos desenvolvedores, que precisam criar métodos de proteção de dados cada vez mais complexos.

Para que ela serve?

Basicamente, a criptografia serve para identificar as partes da comunicação, impedir invasões e detectar mensagens corrompidas. Assim, a criptografia ajuda a proteger informações privadas e dados confidenciais e pode aumentar a segurança da comunicação entre aplicativos e servidores.

Todos os sites que recolhem informações dos visitantes precisam da criptografia. Por ser uma ação de segurança necessária em toda plataforma que envia e recebe dados, é recomendável a instalação do certificado de segurança, também conhecido como Certificado SSL.

Recentemente, o Google incorporou uma ferramenta capaz de identificar se os sites possuem ou não essa certificação. O objetivo é informar os usuários se o site visitado é confiável através da sigla https. 

Para identificar se o site é seguro, basta olhar a URL. A sigla antes do domínio mostra quais sites utilizam chaves criptografadas. 

Caso você já esteja na página, uma maneira de identificar se ela é confiável é checar se há um ícone de cadeado no início da URL. Se você clicar nessa imagem, mais detalhes sobre a segurança serão exibidos.

Outra forma de se proteger é criando senhas fortes para seus acessos em contas na internet. Para isso, use caracteres especiais, letras e números na composição. Quanto mais complexa a combinação, mais difícil será para decodificá-la.

Quando devemos utilizar a criptografia?

A maioria das servidoras de hospedagem oferece a certificação SSL de maneira gratuita para administradores de websites. Ela é de extrema importância para manter a segurança da transmissão de dados entre a plataforma e seus usuários.

Além disso, se o seu site não possui esse certificado, suas visitas e conversões podem ser duramente afetadas, pois os usuários podem ficar desconfiados em inserir dados de cartão numa página apontada como não confiável.

Saiba mais sobre como você pode evitar aviso de site inseguro pelo Google.

Tipos de criptografia

Existem dois tipos de chaves de criptografia: simétricas e assimétricas. 

Os protocolos são a forma como elas agem, ou seja, a “tática” que as chaves usam para proteger a privacidade da transmissão de dados. Eles são distintos em sua forma e, quanto maior o número de caracteres, maior é a segurança oferecida. Confira abaixo alguns tipos de criptografia!

Chave simétrica

É o tipo mais baixo de criptografia. Nesse tipo de chave, os dados criptografados possuem as mesmas chaves de decodificação. Dessa forma, tanto a pessoa que coletou (receptor) as informações quanto aquela que as forneceu (transmissor) terão exatamente a mesma sequência de caracteres que destrava o conteúdo da mensagem.

Chave assimétrica

Quando os dados são criptografados com chave assimétrica significa que o algoritmo do receptor e o do transmissor não são iguais. Eles decodificam a mesma mensagem, mas com protocolos diferentes. Ela é composta de uma chave pública e outra privada e é usada para transmissão de dados sensíveis, como transações bancárias.

DES

Data Encryption Standart é um algoritmo de segurança desenvolvido em meados de 1970 nos Estados Unidos e foi instaurado como norma federal americana para proteção de dados na época.

O DES realiza somente dois movimentos: deslocamento e substituição de bits. Ele trabalha com 64 bits de cada vez e faz isso repetidamente até que seja impossível decodificar a informação sem a chave de segurança.

3DES

Foi criado para substituir o DES já que alguns hackers foram capazes de decifrar o antigo modelo. No 3DES, são usadas três chaves de 56 bits cada, totalizando uma chave mais segura de 168 bit.

DESX

O DESX também é baseado na chave DES, mas foram adicionados mais 64 bits, aumentando sua resistência se comparado às versões anteriores. Entretanto, não tem segurança contra ataques mais complexos, como as criptoanálises.

Camellia

É uma chave de decriptografia, ou seja, aquela responsável por abrir os códigos, também chamada de receptora. É processada em 128, 192 e 256 bits, por isso, é considerada bem segura.

IDEA

O IDEA trabalha em blocos de 64 bits com chaves simétricas de 128 bits. Basicamente, ele mistura o algoritmo de três grandes grupos de informação, deixando o código bastante confuso e difícil de decifrar.

SAFER

O antigo SAFER SK-64 é um algoritmo que também opera em blocos de 64 bits. No entanto, já foram encontrados muitos pontos fracos no modelo e ele acabou sendo substituído por versões mais complexas, como a SK-40 e a SK-128 bits.

AES

Advanced Encryption Standard é uma das chaves simétricas mais utilizadas no mundo. Estruturada em blocos, a AES é a criptografia oficial do governo dos Estados Unidos e tem capacidade de proteger informações de diferentes tipos de sistemas operacionais. 

RSA

Possui um algoritmo extremamente seguro que cria uma chave pública e outra privada, em que a primeira transmite informação. O RSA foi o precursor da tecnologia para assinatura digital, utilizada para certificações.

Blowfish

Desenvolvido para substituir o DES, esse algoritmo é considerado um dos mais seguros do mundo, pois cria blocos de 64 bits criptografados individualmente. Além disso, tem uma notável agilidade no processamento das informações.

Twofish

Uma outra versão do Blowfish que trabalha em blocos maiores de 64bits e com chaves simétricas de até 256 bits. É reconhecido por sua versatilidade, já que seu código-fonte pode ser manipulado por qualquer programador e ser usado na proteção de hardwares e softwares. 

Como você percebeu, a criptografia está em todo o lugar: no seu e-mail, no seu cartão de crédito e nas criptomoedas. Ela é essencial para as relações do mundo digital, pois oferece integridade, autenticação e confidencialidade.

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