IoT (Internet das Coisas) é uma rede de objetos capaz de reunir e transmitir dados. Criado em 1999, ele vem ganhando cada vez mais destaque. Descubra o porquê!

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IoT é a sigla do inglês para Internet of Things, que pode ser traduzido como Internet das Coisas. Contextualizar o que é não é uma tarefa simples, porque ela pode estar em todos os lugares e ser abordada sob vários aspectos.

Por exemplo, podemos falar dela por estar relacionado ao desenvolvimento de software e criação de hardwares.

Também poderíamos citar o lado humano e social, uma vez que esses dispositivos inteligentes passam a conhecer muito sobre os seus usuários, o que gera uma preocupação quanto à privacidade e segurança.

Neste conteúdo, porém, iremos focar mais na parte técnica e prática que envolve a IoT.

Mostraremos quando o termo surgiu e o que o avanço tecnológico tem relação com a sua popularização nos últimos anos. Abordaremos também sobre as áreas que os profissionais de TI que desejam lidar com IoT podem trabalhar.

Boa leitura!

Qual a origem do termo IoT?

Ele foi utilizado pela primeira vez em 1999 por Kevin Ashton. Trata-se de um conceito que se refere à interconexão de objetos cotidianos (“coisas”) com a internet. Em outras palavras, é uma rede de objetos capaz de reunir e transmitir dados. 

O termo “coisas” deixa claro que se trata de uma gama de possibilidades que podem ser listadas como itens de IoT. Já o “internet” pode restringir um pouco o seu pensamento no início, mas, na prática, o que ocorre é que a “coisa” não precisa estar conectada diretamente na internet.

Ou seja, ela pode estar ligada a outros dispositivos através de uma rede dedicada ou mesmo através de um bluetooth ou infravermelho.

Ficou confuso? Vamos dar um exemplo!

Você conhece as pulseiras que se conectam aos smartphones através de bluetooths? Isso acontece porque os celulares recebem as informações da pulseira através de um aplicativo. Ele sim está conectado na web e utiliza serviços em nuvem para armazenar, analisar e compartilhar as informações coletadas.

Isso comprova que nem todas as “coisas” precisam estar diretamente ligadas à internet, desde que se conectem a outros dispositivos com essa funcionalidade.

O ecossistema do IoT pode ser descrito da seguinte forma:

  1. É feita a coleta de dados através de sensores ou microcontroladores;
  2. Depois, é realizado o agrupamento e a transferência dos dados através de um Ruby ou um gateway;
  3. Por último, é feita a análise e tomada de decisão através da interface do usuário em um dispositivo com conexão à internet, como um smartphone, por exemplo.

Por que o IoT está ganhando mais destaque apenas nos últimos anos?

O IoT é considerado o terceiro passo de uma evolução que teria se iniciado com as redes, que permitiram conectar computadores a outros computadores.

O segundo passo foi a conexão entre pessoas através das redes sociais. E, atualmente, estamos no período de transição para essa terceira etapa, onde tudo se conecta através da internet.

Mas se o termo já havia sido citado há duas décadas, porque apenas agora ele ganhou o mundo de forma tão enfática? Porque a tecnologia evoluiu muito nas últimas décadas!

Veja alguns exemplos de novas tecnologias

Uma dessas tecnologias é o SIM Card, que utilizamos no smartphone. Esse micro, ou mesmo nano chip, trouxe um poder inimaginável para as nossas mãos, sendo capaz de absorver uma quantidade e diversidade de informações e aplicações.

A Internet Wireless, como o 4G e 5G, também revolucionou a velocidade com que as pessoas acessam os conteúdos e conversam entre si.

Outro exemplo é a Computação em Nuvem, que permite que qualquer um tenha acesso a serviços que antes sequer eram imaginados, seja quanto a processamento, análise ou armazenamento.

Sem falar na evolução e popularização dos Micro Chips e Sensores, o que tornou simples e barato obtê-los.

A evolução do IPv4 (Protocolo de Internet versão 4) para o IPv6 (Protocolo de Internet versão 6) é outro ponto que merece ser citado. Isso porque não seria possível direcionar os bilhões de dispositivos sem essa nova versão.

Existe, ainda, a evolução das APIs para IoT. Inclusive, gigantes da tecnologia, como Google, IBM e Microsoft, disponibilizam serviços voltados para a Internet das Coisas.

Ainda podemos citar o desenvolvimento dos Big Datas, para armazenamento, e das linguagens e dos frameworks para análise de dados.

Foi a junção da evolução de tudo isso que permitiu que o IoT estivesse tão presente nas nossas vidas atualmente.

Quais as áreas possíveis de se trabalhar com IoT?

Para quem quer trabalhar com IoT, as opções são muitas. Hoje é possível, por exemplo, atuar diretamente na construção de dispositivos – falando na forma física mesmo. Ou seja, mexendo com circuitos, placas etc.

É viável atuar na área de desenvolvimento, já que todos esses dispositivos recebem algumas ou muitas linhas de código. Ou mesmo desenvolvendo aplicativos que consomem os dados desses dispositivos.

É possível, ainda, ir para outra ponta, trabalhando com a análise dos dados coletados.

Como se percebe, as opções são muitas e até por isso é difícil citar uma única tecnologia que deva ser estudada para quem quer entrar no mercado de IoT.

Porém, se você tem tempo e dinheiro para se aventurar na construção dos seus próprios dispositivos IoT, uma boa forma de iniciar é adquirindo uma placa Arduino ou um NodeMCU.

Existem também diversas plataformas que fornecem serviços para trabalhar com a Internet das Coisas e, como mencionamos, algumas gigantes da tecnologia mundial passaram a investir pesado no assunto.

Exemplos de plataformas são:

E os exemplos não param por aí. Também existe plataforma da Samsung, GE, Oracle, Bosch, entre outros.

Todas elas contam com valores e serviços diferentes, incluindo algumas que são mais voltadas para setores específicos, como é o caso da ThingWorx, direcionada para a área industrial.

Será que o IoT veio para ficar?

A evolução da Internet das Coisas está apenas começando. Inclusive, o site statista.com, focada em estatísticas, apresenta gráficos que impressionam. 

Os números de dispositivos conectados na web passarão de 22 bilhões, no final de 2018, para 50 bilhões até 2030.

Já o volume de dados de conexões da Internet das Coisas em todo o mundo deve aumentar de 13.6 zettabytes para 79.4 – nestas mesmas datas acima.

Esses números até podem ser apenas probabilidades, mas, definitivamente, são um ótimo incentivo para quem está pensando em entrar na área de IoT.

Quer saber mais sobre o tema? Então acessa o vídeo que nossos nerds preferidos publicaram no canal deles, o Código Fonte TV.

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