Entenda o que é Linux em uma explicação detalhada para iniciantes na tecnologia. Assista ao vídeo do canal Código Fonte no final do post!

(Atualizado em: 21/06/2021)

Atualmente, existem vários sistemas operacionais disponíveis no mercado que nos chamam atenção pelos mais variados motivos. Enquanto algumas pessoas preferem utilizar o Windows e o macOS, por conta da familiaridade, outras optam pelas vantagens do Linux.

Neste artigo você verá os seguintes temas:

Como surgiu o Linux?

Torvalds iniciou o desenvolvimento do Kernel Linux como um projeto particular, inspirado em seu interesse no Minix, um pequeno sistema Unix desenvolvido por Andrew S. Tanenbaum. 

De acordo com o Linus, sua criação é “a better Minix than Minix”, ou seja, “um Minix melhor que um Minix”.

Ele foi anunciado pela primeira vez através do grupo de usuários do Minix em 1991 e já em 1992, Torvalds mudou sua licença própria para uma livre e compatível com a GPL, no projeto GNU. Essa transição foi, nas próprias palavras do seu criador, a melhor escolha que ele fez.

Isso porque, a partir disso, muitos desenvolvedores passaram a contribuir, e ainda contribuem, com o seu desenvolvimento, ajudando a fazer do Kernel Linux um enorme sucesso colaborativo até os dias de hoje.

Mas afinal de contas, o que é Linux?

O Linux é um componente de um sistema operacional, mais especificamente, o Kernel. O termo Kernel é amplamente utilizado dentro da área de tecnologia, e pode ser traduzido como núcleo.

Ele é a parte do sistema operacional responsável pela comunicação entre o hardware e o software, alocando recursos da máquina de acordo com a tarefa que o software exigir, como:

  • Inicializar um game;
  • Ouvir uma música no fone de ouvido;
  • Utilizar uma aba do navegador.

O Kernel Linux é a base para a criação das distribuições que existem por aí — e o que não faltam são diferentes sistemas criados a partir desse núcleo.

Para promover um entendimento mais claro, vamos fazer uma analogia. Quando aprendemos a dirigir um carro, vemos o funcionamento básico como direção, pedal, troca de marcha e freio. Ou seja, não atuamos diretamente no motor — mas através de comandos que fazem ele funcionar.

Quando usamos Linux, temos outro software que faz a mediação entre Kernel e o usuário, o Shell, um interpretador de comandos. Nesse sentido, existem diversos “Shells” no mercado, como:

  • CSH;
  • KSH;
  • BSH;
  • BASH.

O interessante é que eles são os mesmos, independente do Kernel em uso. Afinal de contas, os pedais e a direção são sempre iguais, seja o seu motor 1.0 ou 1.6.

Onde o kernel se encontra?

O Kernel está presente em qualquer sistema operacional, inclusive no Windows e MacOS, e também em outros sistemas mais específicos, como um servidor, smartphone ou até em máquinas industriais.

O que é popularmente chamado de Linux é um sistema operacional que utiliza o Kernel Linux.

O Linux é um kernel open source, que significa que todo o seu código está disponível para visualização, utilização e até modificação de acordo com a necessidade.

Ele foi criado pelo finlandês Linus Torvalds em 1991, inicialmente apenas como um projeto pessoal e sem pretensão alguma.

Quem utiliza o Linux?

O projeto cresceu tanto que hoje existe a Linux Foundation, organização sem fins lucrativos que visa fomentar o crescimento do Linux.

Grandes empresas como Google, Microsoft e Intel fazem parte da organização, ajudando o projeto financeiramente, e utilizam o Kernel em seus próprios projetos.

O Kernel Linux pode ser encontrado nos lugares mais variados possíveis.

A Microsoft possui uma ferramenta chamada WSL que permite rodar uma distribuição Linux diretamente do Windows, e a partir da segunda versão ele conta com um Kernel Linux completo.

O Google, além de utilizar Linux em seus servidores para manter a infraestrutura, também utiliza o Kernel Linux no seu principal sistema operacional, o Android, realizando as suas modificações necessárias.

Quais os canais de distribuição mais utilizados no Linux?

Os sistemas operacionais que utilizam o Kernel Linux são chamados de distribuições Linux, ou distros na sua versão encurtada. E já que falamos em distribuições, colocamos em um ranking da mais intuitiva para os usuários do Windows poderem migrar até os que são os mais “hardcores”, que aceitam uma série de linhas de comando e envolvem um certo desafio na hora da instalação.

É importante reiterar que os que iremos mostrar são apenas algumas, uma vez que existem cerca de 300 distribuições atualmente. Vamos lá!

Manjaro

Sistema operacional rápido, fácil de usar e orientado para desktop. Ele é baseado no Arch Linux, cujos principais recursos incluem processo de instalação intuitivo, detecção automática de hardware, modelo estável de lançamento contínuo e ampla capacidade de configuração da área de trabalho.

Possui, ainda, a possibilidade de customizar suas instalações através do Manjaro Architect.

Debian

É mais do que um sistema operacional livre. Ele vem com cerca de 59 mil pacotes, contendo softwares pré-compilados e empacotados em um formato para facilitar a instalação em sua máquina. 

Além disso, é um dos sistemas mais importantes, pois proporciona um ambiente mais estável e confiável.

Kali Linux

É o sistema operacional preferido dos hackers, conhecido anteriormente como BackTrack. 

Trata-se de uma distribuição composta por uma coleção de ferramentas de segurança, inclusive suporte para arquitetura ARM.

Fedora 

Distribuição desenvolvida pelo projeto que leva o mesmo nome e propriedade da gigante Red Hat — recentemente vendida para a IBM.

Possui reputação de se concentrar na inovação, integrando novas tecnologias desde o início e trabalhando em estreita colaboração com as comunidades. Sua área de trabalho padrão é o ambiente Gnome, mas outras estão disponíveis.

Podemos citar, ainda:

Qualquer um pode criar uma distribuição, já que o código fonte do kernel é distribuído de maneira gratuita.

Existem algumas que utilizam outra como base, como é o caso do próprio Ubuntu, que usa o Debian para a criação do seu sistema.

Além do Kernel, é necessário diversos outros pacotes para criar um sistema operacional.

Uma parte muito importante é a interface gráfica, que terá um contato direto com o usuário, exibindo todas as informações da melhor maneira possível.

Existem muitas interfaces disponíveis no mundo Linux, mas entre as mais famosas podemos encontrar:

  • GNOME
  • KDE
  • Xfce

Existem interfaces focadas para pessoas que possuem um hardware fraco e precisam de algo simples, outras que focam na liberdade de customização, e outras em produtividade. Não há nada mais pessoal no Linux do que escolher a sua interface preferida.

Vantagens do Linux

Apesar de não ser um dos sistemas mais populares, o Linux possui benefícios. Veja quais as vantagens do sistema Linux a seguir.

Customização

Para entender quais as vantagens do Linux, basta pensar na alta capacidade de customização. Ele permite ao usuário modificar o tema, os aplicativos padrões, o início do sistema, entre outras coisas. Você pode deixá-lo parecido com o Windows, o macOS ou criar algo totalmente diferente para seu workflow.

Além de customizar a aparência, uma das vantagens do Linux é a possibilidade de customizar outras áreas do sistema, como, por exemplo, a inicialização, decidindo os serviços que irão iniciar com o sistema, podendo deixá-lo ainda mais leve.

Diversidade

O Linux é bom devido à diversidade também, tanto de sistemas quanto de aplicações e interfaces gráficas. Caso você queira utilizar outro gerenciador de arquivos no Windows, por exemplo, existem bem poucas opções e, provavelmente, o Windows Explorer continuará sendo o padrão.

No Linux, existe uma gama de aplicações que podem ser utilizadas como padrão, independentemente do sistema e da interface gráfica. Caso você não goste do Ubuntu, por exemplo, existem várias opções de sistemas operacionais baseados no Linux, diferente do Windows, que possui uma versão com suporte (Windows 10) atualmente.

Liberdade

Se você ainda duvida que o sistema Linux é bom, basta ver a liberdade que ele dá para fazer o que o usuário achar melhor, uma vez que ele respeita as quatro liberdades do projeto GNU, que são:

  • executar o programa como você desejar, para qualquer propósito;
  • estudar como o programa funciona e adaptá-lo às suas necessidades. Para tanto, o acesso ao código-fonte é um pré-requisito;
  • redistribuir cópias de modo que você possa ajudar outros,
  • distribuir cópias de suas versões modificadas a outros. Dessa forma, você pode dar a chance de toda comunidade beneficiar-se com suas mudanças. Para isso, o acesso ao código-fonte é um pré-requisito.

Leveza

Como dito acima, além de ser altamente customizável, o Linux possui uma variedade de softwares e interfaces, proporcionando um sistema bastante leve ao usuário, capaz de rodar em máquinas mais antigas com um desempenho aceitável.

Embora a leveza pareça interessante apenas para máquinas antigas, ela também pode ser muito agradável para usuários de computadores potentes, já que o sistema irá rodar de forma satisfatória.

Segurança

Outro bom motivo para adotar o Linux como sistema operacional deve-se ao fato dele ser menos vulnerável a alguns vírus. Isso pode ser baseado no fato de que o sistema é menos popular que o Windows, por exemplo, porém, por ter código aberto, a comunidade consegue encontrar e reportar falhas quase que imediatamente.

Vale dizer que o Linux é vulnerável a vírus, porém, se comparado a outros sistemas, ele é mais seguro. Mesmo assim, tome cuidado ao realizar downloads ou rodar comandos desconhecidos no terminal.

Custo do sistema

Entre as vantagens do Linux, o custo do sistema operacional deve ser considerado por alguns usuários, principalmente empresas. Enquanto o Windows possui licenças relativamente caras, o Linux é gratuito (e sempre será).

Isso pode ser um fator interessante para algumas empresas, que conseguirão economizar alguns reais com licença de software, tendo em vista que o Linux é tão bom quanto um Windows e possui vários recursos que o sistema da Microsoft traz, inclusive suporte ao Active Directory.

Principais concorrentes do Linux

Historicamente, o seu principal concorrente é o Windows. Embora essa “batalha” tenha sido travada por anos, atualmente o cenário está mudando.

Isso porque a Microsoft passou a ser uma das grandes contribuidoras para o desenvolvimento do Kernel Linux e o disponibilizou por completo na versão Windows 10, através do WSL 2.

Ainda assim, na utilização do dia a dia em desktops e notebooks, podemos dizer que os concorrentes são Windows, MacOS e Apple. 

Linux ou Windows: quais são as diferenças?

O Windows é um sistema operacional de código fechado, voltado para uso comercial e pessoal, criado pela Microsoft. Já o Linux é um kernel de código aberto que dá base a uma variedade de sistemas. A grande pergunta é: Linux ou Windows: qual é o melhor?

Desempenho e usabilidade do Windows

Entre Linux ou Windows, o sistema da Microsoft oferece uma boa usabilidade para o usuário, sendo bastante completo, além de oferecer uma vasta gama de aplicações e funções que podem ser úteis para o trabalho. Contudo, em algumas máquinas, o desempenho irá deixar a desejar.

Desempenho e usabilidade do Linux

Por meio de inúmeras distribuições, o Linux pode oferecer desempenho, usabilidade e até os dois juntos. Basta encontrar uma distribuição com a interface que mais se adapta a você ou modificá-la para seu uso com algumas customizações.

A interface do sistema

A interface do sistema operacional Linux ou Windows é algo que afeta a usabilidade, principalmente para usuários que estão acostumados com algum dos dois, já que existe uma curva de aprendizado para utilizar uma opção “nova”.

A maioria das pessoas que utilizam um computador é adepta do sistema Windows e, ao se deparar com Pop!, OS ou Ubuntu, a distribuição Linux mais popular, se assusta e acha difícil por não saber utilizá-la.

Embora a interface do Windows possa ser considerada “padrão”, saber como utilizar uma nova é benéfico, já que você poderá aprender alguns truques e aplicações. Além disso, poderá testar e compartilhar as suas impressões com outras pessoas que desejam conhecer novos sistemas operacionais.

Qual é o melhor sistema operacional para jogos?

Chegou a hora de entender as diferenças entre Linux ou Windows para jogos. Muitos gamers ficam com um certo receio de que Linux não roda jogos, porém, isso não é verdade. O sistema do pinguim melhorou bastante e é uma alternativa viável para games, até mais que o MacOS, da Apple.

Soluções como próton da Steam, DXVK, D9VK e scripts do Lutris auxiliam o sistema a rodar uma variada gama de jogos. Embora o Linux seja compatível com vários títulos, o Windows 10 ainda é a única forma de rodar aqueles que utilizam anti-cheats, como Fortnite, da Epic Games, e Valorant, da RIOT.

Caso você esteja pensando em utilizar Linux para jogos, recomendamos que procure as opções a serem jogadas no ProtonDB para saber o nível de compatibilidade delas com o sistema.

Assista o vídeo do canal Diolinux e veja Como Jogar no Linux em 2020 – Guia Completo (+Dicas Avançadas)

Mais curiosidades sobre o Linux

Para que você conheça mais sobre o Linux, selecionamos mais algumas outras curiosidades sobre ele:

  • O mascote do Linux se chama Tux — um simpático pinguim;
  • Linus tinha apenas 21 anos quando criou o Kernel e, um belo dia, insatisfeito com o sistema de versionamento que ele utilizava, resolveu criar o seu próprio. Nascia, aí, o Git;
  • A maior parte do código do Linux é escrito em C puro;
  • Linux é o núcleo do sistema operacional mais utilizado por usuários finais e o culpado disso é o Android — com 1,5 bilhões de usuários no planeta;
  • Atualmente, o Linux tem mais de 13 mil programadores ao redor do mundo que contribuem para o Kernel — considerado o maior software colaborativo da história.

Porque usar um instalador automático

Neste artigo, após entender sobre o que é Linux e quais são as características desse sistema, é preciso saber como instalá-lo de forma segura. 

Para isso, confira nosso artigo sobre Instalador Automático e aprenda como instalar dezenas de sistemas em instantes!

Se você quiser se aprofundar ainda mais sobre o assunto, assista tabém o vídeo que os nossos parceiros do Código Fonte TV publicaram no seu canal do Youtube. 

E não se esqueça de assinar a nossa newsletter para ficar sempre por dentro dos temas que envolvem o mundo da programação!