O papel da arquitetura da informação na criação de sites

O papel da arquitetura da informação na criação de sites

sexta-feira, 16 de agosto de 2019 | Comentários

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De acordo com o dicionário, arquitetura é a arte e a técnica de organizar espaços e criar ambientes. Ao pensar nas palavras “espaço” e “ambiente”, é natural lembrar de edifícios, casas e prédios. Contudo, o ato de organizar e arquitetar não se limita apenas a construções. É o caso da arquitetura da informação, por exemplo.

Dentro do universo digital, esse termo é muito importante. Isso porque envolve a distribuição das informações em uma página na Internet. Este processo tem um enorme protagonismo no desenvolvimento de websites, além de sistemas de informação, softwares e aplicativos.

Neste post, vamos focar nos efeitos da arquitetura da informação para em uma propriedade digital.

Nas próximas linhas, você vai descobrir um pouco mais sobre a importância da distribuição inteligente de informações em um site. E, além disso, quais são os principais efeitos e resultados dessa preocupação com a usabilidade de um site.

Por que a arquitetura da informação é tão importante?

Para responder a essa pergunta, é preciso pensar no conceito de arquitetura. Seu principal objetivo é fazer com que uma edificação utilize o espaço disponível da melhor forma. Criando ambientes bem distribuídos e unindo as preocupações estéticas e práticas.

Na construção de um site, a lógica é quase igual. Os desenvolvedores têm um espaço disponível em suas mãos e precisam fazer a distribuição das informações de forma lógica, hierárquica e conectada. O objetivo é melhorar a percepção de um determinado sistema (ou site).

Quando o espaço para construção não é bem aproveitado, gera uma casa mal estruturada ou com estética ruim. A mesma coisa acontece com um site. Se não houver uma real preocupação com a experiência do usuário, o resultado pode ser uma página negativa. Com informações fora de lugar e usabilidade muito abaixo da esperada.

O intuito da arquitetura da informação é deixar tudo claro e simples. Assim, o usuário consegue aproveitar todo o conteúdo sem ter dificuldades de navegação.

Qual o resultado da falta de cuidado com a arquitetura da informação?

Sites complicados assustam os visitantes, especialmente aqueles que possuem menor maturidade digital. O resultado de um site mal estruturado é amplo. Vai desde a baixa taxa de acesso até problemas de rastreamento dos buscadores.

Resumindo, quem perde são os usuários e também os donos do site, pois recebem poucas visitas.

O que preciso me preocupar em relação à arquitetura da informação?

Antes de colocar a mão na massa, é importante saber que arquitetar um bom site não é algo tão simples. É importante ter um conhecimento prévio sobre o desenvolvimento de websites e seus processos para um resultado satisfatório.

Contudo, se você deseja conhecer mais sobre o passo a passo, vamos a algumas dicas!

Em primeiro lugar, é preciso organizar as informações e, claro, ter todo o conteúdo em mãos para analisar a distribuição. De acordo com a obra “Information Architecture for the World Wide Web”, de Peter Morville e Louis Rosenfeld, existem sete palavras de ordem para arquitetar conteúdos em um site:

  1. Organizar;
  2. Navegar;
  3. Nomear;
  4. Buscar;
  5. Pesquisar;
  6. Desenhar;
  7. Mapear.

Todas essas ações têm como objetivo otimizar o uso de um site para potencializar a experiência do usuário de forma positiva. Assim, são criados elementos que se conectam entre si de maneira simples, tendo como principal ferramenta de unificação o design.

Na arquitetura da informação, a principal finalidade é organizar as URLs. Elas são os endereços que direcionam para cada uma das páginas, dentro de um sistema lógico e hierárquico. Essa organização serve para criar a taxonomia das páginas. Ou seja, para determinar os grandes grupos de conteúdos e seus derivados.

O procedimento é importante para que o desenvolvedor do site possa estruturar o acesso a cada um dos conteúdos da forma mais simples, intuitiva e conectada com a experiência do usuário.

Vamos a um exemplo?

Imagine que você está desenvolvendo um e-commerce de jogos. Nesta etapa, é preciso escolher as informações que vão na home page, organizar os catálogos de produtos, oferecer um sistema de busca, adicionar espaço para apresentar as ofertas e muito mais.

Será preciso classificar os conteúdos e as respectivas páginas (e suas URLs) para gerar os grupos da taxonomia. Tudo isso fica mais fácil com a criação de categorias, subcategorias e o uso de tags.

A arquitetura da informação oferece os subsídios para a melhor distribuição possível. De acordo com Steve Krug, existem quatro perguntas-chaves que o usuário deve responder rapidamente ao navegar em um site. São elas:

  1. O que é isto?
  2. O que eles oferecem por aqui?
  3. O que eu posso fazer nesse site?
  4. Por quê devo estar neste site e não em outro?

Todas essas perguntas são mais fáceis de serem respondidas quando o site tem uma boa arquitetura da informação. E, claro, cuidados com a experiência do usuário.
Veja mais sobre este tema no próximo tópico!

Procedimentos importantes para a arquitetura da informação

sitemap
Seja feita de forma inteligente ou não, a arquitetura da informação acontece. Até os sites mais bagunçados possuem sua arquitetura. Para fugir das más experiências, vale a pena elaborar um passo a passo bem completo, que possua os seguintes fatores:

Listagem e hierarquização das seções do site

Tendo em mente o público-alvo e o nicho do seu site, chegou a hora de planejar o conteúdo e sua distribuição. É preciso definir as seções e páginas, definindo quais informações pertencem a um assunto mais amplo.

Vamos a mais um exemplo.

Imagine que uma empresa está inaugurando seu site e deseja adicionar informações institucionais. Elas precisam ser bem organizadas para que sejam facilmente compreendidas pelos usuários.

Sendo assim, é importante definir as páginas correspondentes aos assuntos relacionados. Nesse caso, tais como equipe; missão, visão e valores; história etc.

Quando bem construídos, os diferentes níveis de conteúdo conduzem os visitantes ao conhecimento e à interação, fatores que separam bons e maus websites.

Nomeio das seções

Parece algo simples. Contudo, o nome de cada seção é importante para definir as URLs.

Cada seção irá aparecer dentro do endereço do site, o que é fundamental para o ranqueamento das páginas e do site como um todo. Além disso, as URLs têm seu papel na realização de ações de marketing digital e direcionamento de conteúdos em redes sociais, blogs etc.

Criação do mapa do site

O mapa do site é uma representação visual de todas as páginas já estruturadas.

Ele permite uma visão geral de todo o conteúdo e suas localizações dentro da lógica aplicada na arquitetura da informação. Esse diagrama hierárquico é um requisito muito importante para definir estratégias de SEO. Algo fundamental para dar visibilidade a um site no Google, por exemplo.

Esboço do design

A arquitetura da informação é quase indissociável do design. É preciso analisar o conteúdo e toda a sua distribuição. E, depois, pensar em quais soluções visuais e textuais serão utilizadas para “dar vida” ao conteúdo.

UX e arquitetura da informação

Como você já deve ter percebido, uma das prioridades da arquitetura da informação é a construção de boas experiências. Ela pode ser inserida dentro de um campo mais amplo, que é o UX (sigla de língua inglesa para experiência do usuário).

O UX é definido como um grande guarda-chuva de conceitos, no qual se engloba design, arquitetura da informação, estratégias de conteúdo e ranqueamento e design de interação. Sendo que tudo pode (e deve) ser complementado com uma pesquisa sobre os usuários para compreender melhor seus desejos e suas necessidades.

UX Designers e profissionais responsáveis pela arquitetura dos conteúdos devem trabalhar em conjunto para aprimorar a experiência de uso do website. Além de compreender quais são as formas mais simples e intuitivas para dispor as informações em todos os elementos do site.

É necessário ter em mente os três pilares para UX e arquitetura da informação:
Pilares para UX e arquitetura da informação

  1. Conteúdo: textos, imagens, áudios etc. Juntamente, há todo o cuidado com o mapeamento das páginas e telas, a estrutura das informações e seu volume.
  2. Usuário: características do público-alvo, definição da persona que o site pretende impactar, comportamento de busca e experiência de uso.
  3. Contexto: modelo de negócios, mercado, linguagem do segmento ao qual o site se aplica, metodologias de desenvolvimento, restrições e recursos.

Todos esses conhecimentos são englobados por projetos de Design Thinking. Estes abordam a criação do site de maneira holística para desenvolver as soluções mais viáveis, com melhor experiência de uso e boa funcionalidade.

A arquitetura da informação tem um papel importante para o desenvolvimento de sites que geram engajamento com o seu público. Isso porque entrega a ele mais do que um simples conteúdo. É algo bem estruturado, de fácil compreensão e que promove uma boa experiência de uso.

Mais do que apenas organizar, a arquitetura da informação tem um papel estratégico. Sites bem construídos. Que não possuem erros de direcionamento e disposição de conteúdos. Que oferecem um estrutura lógica de navegação são mais atrativos. Que tem um potencial de conversão e retenção maior. Todos estes recursos são especialmente importante para e-commerces e sites empresariais.

Lembre-se que o foco está no usuário e na sua satisfação ao navegar. Este é o fator crítico para potencializar seus resultados!

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