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O que é timestamp? Entenda como funciona, quando usar e mais

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O timestamp registra momentos exatos em sistemas e aplicações. Veja como ele funciona, quando usar e exemplos no desenvolvimento web!

O timestamp aparece com frequência em sistemas, aplicações e plataformas digitais, mesmo quando o usuário final não percebe. Sempre que um registro é criado, um acesso é feito ou uma ação é realizada, existe uma marcação de tempo associada a esse evento.

Essa marcação é essencial para organizar dados, manter históricos confiáveis e garantir que informações sejam interpretadas corretamente em diferentes ambientes. E, com a evolução das aplicações web, o uso de timestamps se tornou ainda mais relevante. 

Muitas vezes, sistemas modernos precisam lidar com usuários em fusos horários distintos, integrações entre serviços e grandes volumes de eventos acontecendo em sequência. 

Nesse cenário, registrar datas de forma padronizada é o que ajuda a evitar inconsistências e erros difíceis de rastrear.

Se você já viu valores numéricos grandes representando datas ou está se perguntando o que é timestamp e por que ele aparece tanto em sistemas, continue a leitura para entender o seu funcionamento, quando usá-lo, entre outros pontos!

O que é timestamp?

Timestamp é uma representação numérica de um momento específico no tempo. Esse termo em inglês pode ser traduzido “carimbo de data/hora”.

Em vez de armazenar datas como texto, por exemplo, “20/12/2025 às 14h30”, os sistemas utilizam um número que indica exatamente quando um evento ocorreu, como “1766241000000”.

Esse formato facilita o armazenamento, a comparação e o processamento de datas em aplicações digitais, especialmente quando há muitos registros sendo criados e analisados constantemente.

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Por que timestamps são usados em sistemas e aplicações?

O uso de timestamps resolve problemas comuns no tratamento de datas. Ele elimina ambiguidades de formato, reduz erros de interpretação e permite que sistemas diferentes “falem a mesma língua” quando lidam com tempo.

Além disso, trabalhar com números facilita cálculos, ordenações e comparações, o que é fundamental em bancos de dados, logs e integrações.

Como funciona o timestamp? 

Para entender o funcionamento do timestamp, na prática, é necessário observar como esse valor é gerado e interpretado.

Na maioria dos sistemas, o timestamp é calculado a partir de uma data de referência chamada Unix Epoch, que corresponde a 1º de janeiro de 1970, às 00:00:00 (UTC – Coordinated Universal Time).

O valor do timestamp indica quantos segundos ou milissegundos se passaram desde esse ponto inicial. Por isso, números aparentemente estranhos conseguem representar datas precisas em qualquer lugar do mundo.

Para ficar mais claro, acompanhe alguns exemplos!

Entendendo a dinâmica do timestamp

O timestamp é resultado de uma conta de tempo e não de uma escolha aleatória. Todos os sistemas partem do mesmo marco: 1º de janeiro de 1970, às 00:00:00 (UTC). Esse momento é o “zero” da contagem.

A partir desse ponto, o sistema começa a contar o tempo sem parar. Cada segundo que passa soma 1. No caso do JavaScript, cada milissegundo que passa soma 1. Essa contagem é contínua, como um cronômetro que nunca é resetado.

Quando ocorre um evento, o valor atual é registrado. Supondo que ele aconteceu, por exemplo, no dia 20/12/2025 às 14h30 (UTC), o sistema verifica: quantos milissegundos já se passaram desde 01/01/1970 até agora? 

O resultado dessa conta é o número 1766241000000. Esse é o timestamp daquele instante específico.

Esse número é grande, pois já se passaram mais de 50 anos desde 1970 e cada ano tem milhões de segundos (ou milissegundos no caso da contagem do timestamp no JavaScript). Veja outra situação!

Exemplo de timestamp em um site

Para não restar dúvidas sobre o funcionamento do timestamp, acompanhe outro exemplo. Pense em um sistema que registra ações em sequência, como um site que salva acessos de usuários.

Em vez de armazenar a data como texto, o sistema salva um número crescente. E sempre que uma nova ação acontece, esse número é maior do que o anterior. Assim, é possível saber qual evento veio antes e qual depois, sem precisar interpretar datas.

Por exemplo, imagine dois acessos registrados com os valores 1766241000000 e 1766313000000. Mesmo sem saber a data exata, o sistema entende imediatamente que o segundo acesso aconteceu depois do primeiro, apenas comparando os números.

Quando essa informação precisa ser exibida para o usuário, o sistema converte o número em uma data legível, como “20/12/2025 às 14h30 (UTC)” e “21/12/2025 às 10h30 (UTC)”.

Internamente, porém, o sistema continua trabalhando apenas com o valor numérico, o que torna comparações, ordenações e cálculos muito mais simples e confiáveis.

Como converter timestamp em data legível?

Embora o timestamp seja eficiente para máquinas, ele não é amigável para humanos. Afinal, como saber uma data apenas por um número como esse 1766241000000? 

Por esse motivo, geralmente o timestamp é convertido para um formato de data legível na interface, com dia, mês, ano e horário. 

Esse processo de conversão pode ser feito por bibliotecas ou funções da linguagem, garantindo que o valor numérico seja apresentado de maneira compreensível.

Em JavaScript, por exemplo, é comum usar funções como Date() para interpretar o timestamp, toLocaleString() para exibir a data de forma legível e getTime() para gerar timestamps a partir de datas.

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Como converter data para timestamp?

Converter uma data para timestamp significa transformar uma data legível, como 21/12/2025, em um número que represente esse momento no tempo. 

Essa conversão pode ser feita usando funções específicas da linguagem, ferramentas como planilhas ou até conversores online. O resultado sempre será um número que indica quanto tempo já passou desde 1º de janeiro de 1970.

Veja a seguir dois exemplos. Um usando JavaScript e outro, planilhas!

Exemplo de conversão de timestamp com JavaScript

No JavaScript, por exemplo, a conversão é feita a partir do objeto Date. Quando o sistema cria uma data e chama a função que retorna o tempo, ele gera automaticamente o timestamp correspondente.

Por exemplo, new Date(‘2025-12-21’).getTime(). Nesse caso, o JavaScript, interpreta a data informada, calcula quantos milissegundos se passaram desde 01/01/1970 e retorna um número que representa exatamente esse instante.

Também é comum usar: Date.now(). Essa função retorna o timestamp do momento atual, em milissegundos, sem precisar informar uma data específica.

Depois da conversão, é possível formatar a data conforme a necessidade do projeto, respeitando idioma, fuso horário e padrão visual. Essa etapa é importante para manter a consistência na experiência do usuário.

Exemplo de conversão de timestamp com planilhas

Em planilhas, o princípio é o mesmo, mas a conversão acontece por meio de um cálculo específico. 

O Excel armazena datas como números. Assim, para transformar uma data em timestamp, basta calcular a diferença entre a data desejada e 1º de janeiro de 1970, convertendo o resultado para segundos. Por exemplo, =(A2 – DATA(1970;1;1)) * 86400.

A2 contém a data 21/12/2025. Já 86400 representa o número de segundos em um dia. O resultado é 1766275200, número que corresponde ao timestamp da data, em segundos.

Se quiser o resultado em milissegundos, como no JavaScript, basta multiplicar por 1000 a fórmula anterior, no caso =(A2 – DATA(1970;1;1)) * 86400 * 1000.

O impacto do fuso horário na interpretação

O timestamp em si não possui fuso horário. Ele representa um ponto absoluto no tempo. O fuso só entra em cena no momento da exibição.

Por isso, dois usuários em países diferentes podem ver horários distintos para o mesmo timestamp, sem que o valor armazenado precise mudar.

Quando usar o timestamp

Existem diferentes situações para usar o timestamp. Conheça as principais!

Registro de eventos

Logs de acesso, auditorias e históricos de ações dependem diretamente de timestamps. Eles permitem reconstruir exatamente o que aconteceu e em qual ordem. Sem essa marcação precisa, rastrear falhas ou comportamentos suspeitos se torna mais difícil.

Comparar datas e calcular intervalos

Comparar timestamps é simples, pois envolve apenas números. Isso facilita cálculos de duração, intervalos e vencimentos. Esse tipo de operação seria bem mais complexo se as datas fossem armazenadas apenas como texto.

Sincronização entre sistemas diferentes

Em ambientes distribuídos, sistemas distintos precisam trabalhar com a mesma referência de tempo. O timestamp garante essa sincronização, independentemente da localização física dos servidores.

Interoperabilidade entre frontend, backend e bancos de dados

Frontend, backend e banco de dados podem usar tecnologias diferentes. O timestamp funciona como um ponto de convergência, garantindo consistência no tratamento das datas.

Boas práticas com Timestamp

O uso correto do timestamp evita dores de cabeça futuras. Sendo assim, confira algumas dicas para trabalhar com essa representação numérica de forma adequada:

  • sempre armazene valores em UTC: armazenar timestamps em UTC evita conflitos de fuso horário e garante consistência entre sistemas. Essa prática é amplamente adotada em aplicações profissionais;
  • tratar timezone apenas na exibição: a conversão para o fuso local deve acontecer apenas no momento da exibição ao usuário, nunca no armazenamento. Isso preserva a integridade dos dados;
  • documente que o campo é um timestamp: documentar claramente o uso de timestamp ajuda outros desenvolvedores a entender como aquele campo deve ser tratado, o que, por sua vez, ajuda a evitar interpretações incorretas.

Quando evitar o timestamp?

Datas civis, como aniversários ou datas comemorativas, e vencimentos nem sempre devem ser armazenadas como timestamp, pois o fuso horário e mudanças de horário de verão podem causar confusão.

Principais vantagens e limitações do timestamp

Nenhum formato é perfeito, e o timestamp também tem seus limites. Primeiramente, sobre as principais vantagens estão: oferecer precisão, universalidade e facilidade de comparação, sendo ideal para sistemas que lidam com muitos eventos.

Já em relação às limitações, as principais estão na necessidade de conversão para leitura humana e no cuidado com o timezone (fuso horário).

Também há um erro comum que vale ser mencionado que é interpretar o timestamp como horário local sem ajustes, o que costuma gerar inconsistências visuais.

Timestamp vs outros formatos de data

É interessante conhecer outros tipos de formato de data, além do timestamp, ao trabalhar em seus projetos. Confira alguns deles:

  • timestamp vs string de data formatada: strings são mais fáceis de ler, mas menos eficientes para cálculos e comparações;
  • timestamp vs objetos de data nativos: objetos de data facilitam operações, mas ainda dependem de timestamp internamente.
  • timestamp em logs e bancos de dados: em logs e bancos de dados, o timestamp é a escolha mais segura e escalável

Exemplos práticos de aplicação

Na prática, o timestamp aparece em diversas situações, como:

  • criação e atualização de registros: campos como “criado em” e “atualizado em” geralmente usam timestamp.
  • logs de uso e ações de usuários: cada ação relevante costuma ser registrada com um timestamp associado;
  • cálculo de expiração de sessões: sessões temporárias usam timestamp para definir validade
  • sincronização entre serviços distribuídos: serviços independentes usam timestamp para manter consistência temporal.

Exemplos práticos de aplicação

O timestamp é uma ferramenta essencial para aplicações modernas. Ele garante precisão, padronização e confiabilidade no tratamento de datas e horários, especialmente em ambientes distribuídos e integrados.

Entender o que é o timestamp, como ele funciona, e quando e como usar essa abordagem ajuda a construir sistemas mais consistentes e preparados para crescer.

Para aprofundar seus conhecimentos sobre desenvolvimento, dados e infraestrutura, leia esses outros conteúdos no blog da HostGator e continue explorando boas práticas para seus projetos digitais:

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    Bruno Guerra

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