Está sem tempo de ler? Clique no player abaixo e ouça o conteúdo deste post! Quem é desenvolvedor e utiliza no dia a dia os conceitos da Orientação a Objetos e linguagens como Java, Javascript ou C-Sharp certamente vai se adaptar ao Dart, uma linguagem de programação orientada a objetos. Criado pelo Google, o Dart […]
Está sem tempo de ler? Clique no player abaixo e ouça o conteúdo deste post! Quem é desenvolvedor e utiliza no dia a dia os conceitos da Orientação a Objetos e linguagens como Java, Javascript ou C-Sharp certamente vai se adaptar ao Dart, uma linguagem de programação orientada a objetos. Criado pelo Google, o Dart é altamente versátil, podendo ser utilizado no desenvolvimento de:
  • Aplicativos mobile e desktop;
  • Scripts;
  • Back-end.
Para isso, ele utiliza mais de uma plataforma. Cada uma delas traz os recursos necessários para que seja possível desenvolver em cada um dos diferentes ambientes.

Qual a origem do Dart?

A primeira aparição do Dart foi na Conferência GOTO, que ocorreu na Dinamarca em outubro de 2011. Seus criadores foram Lars Bak, que já havia contribuído na criação do Google Chrome, e Kasper Lund, um engenheiro de softwares. Inicialmente, o objetivo dessa nova linguagem era a de substituir a JavaScript e se tornar a mais utilizada pelos navegadores. Porém, o Dart ainda está em processo de aprimoramentos e adaptações e a tendência é que as duas continuem rodando simultaneamente por um bom tempo. Antes de ser aprovado, o Dart precisou passar pela avaliação de um comitê técnico, o TC52 Ecma International. Foi ele que certificou que a linguagem utiliza todos os padrões e que é aceita nos navegadores modernos. Em 2013, foi lançada a primeira versão estável, nomeada Dart 1.0. Em 2018, ele sofreu um reboot, surgindo o Dart 2.0, otimizado para o desenvolvimento no Client-Side para web e mobile. Esse aprimoramento tornou o desenvolvimento com essa linguagem mais agradável e produtivo – atraindo ainda mais a atenção dos profissionais de Tecnologia da Informação. Atualmente, os principais exemplos de utilização da linguagem que podemos dar estão no próprio Google Ads:

Quais as soluções disponibilizadas pelo Dart?

Como o Dart funciona em diferentes plataformas e possui diversos propósitos, ele disponibiliza 2 soluções. São elas:

1 – Dart Native

É utilizado para o desenvolvimento mobile, desktop e de servidor, entre outros. Para realizar a produção de código, ele inclui a máquina virtual do Dart com compilação JIT (just-in-time) e compilador AOT (ahead-of-time). Ele reúne o código para Dart de forma nativa, seja em ARM ou X64.

2 – Dart Web

Tem como foco o desenvolvimento web e traz o dartdevc, que compila o código para o desenvolvimento, e o dart2js, que é indicado para fazer o build para produção. Neste caso, o resultado final é um Javascript, que será facilmente interpretado por qualquer navegador – visto que essa linguagem é universal.

O que é necessário para desenvolver utilizando o Dart?

Depende do objetivo do desenvolvedor. Para criar aplicações para web, server ou script de comando, por exemplo, recomenda-se utilizar o Dart SDK, que é uma espécie de biblioteca e ferramenta de linha de comando. Se o objetivo é o desenvolvimento mobile, essa ferramenta não se faz necessária. Basta fazer a instalação do Flutter, um framework para desenvolvimento mobile que permite fazer aplicações híbridas, mas com performance de aplicações nativas. O Flutter também foi criado pelo Google, o que justifica a facilidade dos dois atuarem juntos. Para realizar a etapa de codificação, é possível utilizar extensões e plugins que são compatíveis com a linguagem, como:
  • IntelliJ IDEA: Desenvolvido pela JetBrail, é um ambiente de desenvolvimento integrado escrito em Java que permite desenvolver softwares para computador;
  • VSCode: O Visual Studio Code é um editor de código-fonte desenvolvido pela Microsoft para rodar em Windows, MacOS e Linux. Oferece diversas funcionalidades, como complementação inteligente de código e controle Git incorporado;
  • Sublime: Considerado um editor de texto sofisticado, trata-se de um software multiplataforma escrito em linguagem Python que permite editar código-fonte de forma simples;
  • Atom: Esse editor de texto de código aberto foi desenvolvido pelo GitHub sob a licença MIT. Está disponível para as plataformas Windows, Linux e MacOS e permite a instalação de extensões criadas com Node.js;
  • VIM: Trata-se de um editor de texto que possui variadas configurações para criar e alterar com eficiência qualquer tipo de código.

Quais os desafios que a linguagem Dart teve que superar?

Um dos fatores que afastaram os desenvolvedores quando o Dart foi criado foi o fato do Google ter sido acusado de incentivar a fragmentação das plataformas web. Junto a isso, a empresa tinha fama de abandonar seus produtos de forma abrupta, o que poderia prejudicar o trabalho caso isso ocorresse. Além disso, os profissionais não viam sentido em trocar uma linguagem consolidada como o JavaScript por outra pouco conhecida. Porém, o sucesso do Flutter abriu caminho para que os profissionais dessem uma chance ao Dart. Uma vez que testaram a linguagem, se depararam com uma opção muito mais simples de lidar. Outro detalhe é que o Google abandonou totalmente a ideia do Dart substituir o JavaScript. Com isso, criou mecanismos para que consigam atuar juntos, tornando-o uma opção agradável e amigável. — Quem quiser aprender um pouco mais sobre Dart ou brincar com a linguagem, existe uma ferramenta open source que roda em qualquer navegador e foi desenvolvida especialmente para essa finalidade: o DartPad. Vale a pena testar! Gostou do nosso conteúdo, mas quer se aprofundar ainda mais? Corre lá para o canal do Código Fonte TV que a galera criou um vídeo muito bacana sobre Dart.

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