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Buzz, da Block: o que é e como usar a plataforma para humanos e agentes de IA

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Entenda como o Buzz, da Block, reúne pessoas e agentes de IA em canais, workflows e repositórios Git, quais recursos já funcionam, como começar a usar e quais cuidados tomar.

O Buzz é uma solução criada para acompanhar uma mudança cada vez mais presente no ambiente de trabalho: a participação de agentes de IA (Inteligência Artificial) em tarefas, projetos e processos que antes ficavam restritos às pessoas.

À medida que esse uso se amplia, surge a necessidade de organizar melhor a colaboração entre profissionais e sistemas de IA, evitando que conversas, arquivos, decisões e atividades fiquem espalhados por diferentes ferramentas.

Na sequência, saiba o que é o Buzz, como ele funciona, quais recursos oferece, como começar a usar e quais cuidados tomar!

Resumo do artigo

  • O Buzz é uma plataforma colaborativa gratuita e open source (código aberto) criada pela empresa Block para reunir pessoas, agentes de IA, conversas, arquivos, workflows e código no mesmo espaço de trabalho
  • A plataforma é indicada para desenvolvedores, equipes de tecnologia, empresas que trabalham ou desejam trabalhar com agentes de IA, e projetos que precisam de automação e colaboração
  • No Buzz, humanos e agentes recebem identidades próprias, podendo participar de canais e trabalhar sobre um histórico compartilhado
  • A plataforma conta com canais, threads, mensagens diretas, busca, mídia, automações, auditoria e integração com repositórios Git
  • As comunidades podem usar a infraestrutura hospedada pela Block ou rodar em servidor próprio

O que é o Buzz?

O Buzz é um workspace colaborativo para que humanos e agentes de IA trabalhem juntos. Em vez de manter a Inteligência Artificial em janelas separadas, a plataforma coloca esses assistentes dentro de canais, projetos e fluxos usados pela equipe.

Diferentemente de outras plataformas, o Buzz é construído sobre o protocolo aberto Nostr (Notes and Other Stuff Transmitted by Relays). Assim, mensagens, reações, aprovações, ações de agentes e eventos de código podem ser registrados e assinados dentro de uma mesma estrutura.

O código do Buzz está disponível publicamente no repositório oficial no GitHub, sob a licença Apache 2.0, que permite uso, modificação e distribuição conforme os termos da licença.

A interface do Buzz lembra o Slack e outras ferramentas de comunicação, mas o seu diferencial está na arquitetura. Ele foi pensado como uma plataforma para agentes de IA e pessoas, não apenas como um chat ao qual recursos de Inteligência Artificial foram adicionados. Essa diferença fica mais clara quando se entende a diferença entre chatbot e agente de IA.

Quem criou o Buzz?

A empresa responsável pelo Buzz é a Block, dona do Square e do Cash App, cofundada por Jack Dorsey, que também é um dos fundadores do Twitter. O projeto foi anunciado oficialmente em 21 de julho de 2026 e vem recebendo atualizações frequentes.

Segundo a empresa, a ideia de criar o Buzz surgiu após cerca de dois anos desenvolvendo e abrindo o código de ferramentas de IA e perceber que o trabalho ganha mais contexto e eficiência quando pessoas e agentes compartilham o mesmo espaço.

Como funciona o Buzz?

O Buzz funciona organizando o trabalho em comunidades e canais. A comunidade é o espaço de trabalho de uma equipe ou organização, e os canais ficam dentro dela, separados por projeto, área ou assunto. Na plataforma, cada pessoa ou agente tem uma identidade própria e participa apenas dos espaços aos quais recebeu acesso, preservando uma separação clara entre participantes e ações.

Tudo o que acontece em uma comunidade passa pelo relay, o servidor responsável por receber, armazenar e distribuir as mensagens e os demais eventos do Buzz. Esse relay pode ser o da versão hospedada pela Block ou um servidor próprio.

No Buzz, os agentes de IA não ficam restritos a responder comandos. Eles também podem acompanhar discussões, consultar o contexto, executar tarefas autorizadas e publicar resultados no mesmo local em que a equipe conversa, como detalhamos na seção de recursos.

Veja um exemplo. Imagine uma pequena empresa com quatro profissionais e dois agentes. Um agente pode acompanhar um canal de desenvolvimento e revisar alterações de código, enquanto outro consulta conversas anteriores para responder dúvidas sobre decisões do projeto.

Esse modelo evita que cada interação comece do zero. Como mensagens, arquivos, atividades e eventos ficam associados à comunidade, o agente trabalha com o contexto ao qual tem permissão de acesso.

Quais são os principais recursos do Buzz?

Os recursos do Buzz combinam comunicação, automação, memória de projeto e desenvolvimento. O objetivo é reduzir a distância entre discutir uma tarefa e executá-la, com pessoas e agentes trabalhando no mesmo fluxo.

Nos tópicos a seguir, saiba mais sobre eles!

Canais, threads e mensagens diretas

Os canais organizam conversas por equipe, assunto ou projeto. Já as threads mantêm respostas ligadas a uma mensagem específica, enquanto mensagens diretas atendem conversas entre participantes.

Agentes de IA como membros da equipe

No Buzz, cada agente pode entrar em canais como um membro da comunidade, de forma parecida com o que acontece com os usuários em ferramentas de colaboração como o Google Workspace. Eles recebem identidade própria, permissões e histórico de ações, o que facilita diferenciar o que foi feito por uma pessoa ou por um sistema automatizado.

Dentro dos limites definidos pela equipe, os agentes podem:

  • participar de conversas: ler canais autorizados, responder mensagens, entrar em threads e publicar informações, no mesmo fluxo usado pelas pessoas;
  • executar tarefas: acionar workflows, criar canais e realizar automações autorizadas, participando da operação e não apenas respondendo perguntas;
  • colaborar entre si: vários agentes e profissionais podem trabalhar no mesmo projeto, cada um com seu papel.

Workflows e automações

A plataforma suporta workflows disparados por mensagens, reações, horários programados e webhooks. Dessa maneira, uma atividade pode iniciar outra etapa automaticamente, inclusive com a participação de agentes, sem depender de uma sequência manual.

Busca e memória compartilhada

No Buzz, há uma opção de busca que alcança diferentes tipos de eventos da comunidade. Essa memória compartilhada permite que agentes de IA recuperem decisões anteriores. Um agente pode, por exemplo, consultar o histórico do canal para localizar discussões sobre uma falha semelhante que ocorreu meses antes e indicar as conversas que sustentam sua resposta.

Repositórios e eventos Git

O Buzz também incorpora eventos e hospedagem Git ao ambiente. Isso permite aproximar discussões, alterações, revisões e decisões relacionadas ao código.

Na prática, agentes podem abrir repositórios, propor patches (propostas de alteração no código) e revisar alterações. Um cenário possível é deixar a primeira revisão com a IA, antes de o código voltar para os editores de código da equipe, e manter a aprovação final com o desenvolvedor.

Arquivos e mídia

Também é possível reunir arquivos e mídia dentro dos canais do Buzz. Essa funcionalidade mantém materiais de apoio próximos das conversas e das decisões que explicam por que determinado conteúdo foi criado ou alterado.

Quais agentes de IA funcionam no Buzz?

O Buzz é independente de modelo e de agente e aceita diferentes tecnologias por trás desses participantes. Entre os agentes compatíveis estão o Claude Code, o Codex e o Goose, agente open source da própria Block, entre outros. Também é possível conectar agentes próprios por meio da linha de comando do Buzz.

Essa flexibilidade permite escolher os modelos de IA mais adequados para cada tarefa. Para quem trabalha com programação, vale conhecer também as opções de IA para desenvolvedores.

Vale lembrar que o Buzz não cobra pelo uso dos agentes, mas cada um deles depende do plano ou da API do seu fornecedor, que tem custos próprios.

Como usar o Buzz?

Há duas formas de usar o Buzz: pela versão hospedada pela Block, mais simples para começar, ou em infraestrutura própria, para quem precisa de mais controle.

Como começar na versão hospedada pela Block

Para usar o Buzz, você deve acessar o site oficial da plataforma, clicar em “Get the app”, na parte superior da tela, e escolher o dispositivo em que deseja usar o Buzz. O app para desktop está disponível para macOS, Windows e Linux. Também há versões para Android e iOS, mas o próprio projeto indica que os clientes móveis ainda estão em fase de integração.

Com a plataforma instalada, o passo seguinte é criar uma identity key, que é uma chave de identidade, diferentemente de uma conta tradicional com usuário e senha.

Com a sua chave criada, copie-a e salve-a em algum lugar seguro. Em seguida, você pode ir avançando clicando em “Next”, configurar agentes e modelos, ou pular indo em “skip for now”.

Na etapa “Join or create a community”, selecione “Create a community” e clique em “Sign in to continue”. Esse login cria uma conta no site do Buzz e a conecta à sua chave de identidade, sem compartilhar a chave privada. Depois, é só criar e configurar sua comunidade hospedada pela Block.

Segundo a página de suporte do Buzz, as comunidades hospedadas pela Block são gratuitas, funcionam por convite e têm limites de armazenamento, que ainda serão divulgados.

Um exemplo de fluxo inicial na plataforma seria:

  1. criar uma comunidade;
  2. adicionar as pessoas da equipe;
  3. criar canais para projetos ou áreas;
  4. conectar ou configurar um agente compatível;
  5. definir permissões para esse agente;
  6. testar uma tarefa simples antes de ampliar o acesso.

Em uma empresa com site WordPress, por exemplo, um canal pode concentrar discussões sobre melhorias técnicas e outros projetos web.

Um agente autorizado pode consultar o histórico do projeto e auxiliar na análise de código, enquanto as decisões de publicação permanecem com a equipe.

Como usar o Buzz em servidor próprio (self-hosting)

Quem procura mais controle pode usar o modo self-hosted, ou seja, executar a plataforma em infraestrutura própria. A documentação oficial disponibiliza instruções para rodar o relay em um servidor próprio, como uma VPS.

Nesse modelo, a empresa controla seus dados, os agentes utilizados e o relay, o que pode ser importante para equipes que lidam com informações sensíveis ou precisam seguir regras internas de segurança.

Buzz vs Slack e GitHub: o que muda?

Como reúne comunicação e código no mesmo ambiente, o Buzz costuma ser comparado tanto a ferramentas de chat corporativo quanto a plataformas de desenvolvimento. Veja como ele se posiciona em relação a cada uma.

O Buzz é uma alternativa ao Slack?

Em parte. O Buzz tem uma certa semelhança com o Slack, uma plataforma de trabalho bastante conhecida e utilizada no mundo dos negócios, com canais, threads e mensagens diretas. A diferença está em unir agentes de IA, identidade criptográfica, self-hosting, automações e código aberto no mesmo ambiente.

Veja na tabela a seguir uma comparação entre essas duas soluções:

AspectoBuzzSlack
ConversasCanais, threads e mensagens diretasCanais, threads e mensagens diretas
Agentes de IAParticipantes com identidade criptográfica própriaAgentes e apps podem participar de canais e mensagens
CódigoEventos e hospedagem Git integradosNormalmente depende de integrações externas
Hospedagem própriaDisponívelNão disponível (somente nuvem)
Código-fonteOpen sourceProprietário

O Buzz pode substituir o GitHub?

Hoje, o Buzz não deve ser tratado como substituto direto do GitHub. Embora já tenha eventos Git e backend de hospedagem, a própria Block descreve a integração de código como uma frente ainda em evolução. Além disso, o Buzz usa um padrão do protocolo Nostr para patches e repositórios, diferente do fluxo de pull requests do GitHub.

O diferencial da plataforma está em aproximar repositório e contexto. Desenvolvedores e agentes podem discutir uma alteração, revisar patches e registrar decisões no mesmo ambiente onde o projeto é acompanhado.

Plataformas tradicionais de código têm ecossistemas maduros para pull requests, issues, integração contínua, segurança e gestão de projetos.

Por enquanto, o Buzz funciona melhor como um workspace com IA que incorpora recursos Git e experimenta outra forma de colaboração.

Vantagens e limitações do Buzz

Uma das principais vantagens do Buzz está em tratar pessoas e agentes como participantes de um mesmo ambiente. Essa característica reduz a fragmentação entre chat, histórico, automações, IA e, em alguns casos, ferramentas de desenvolvimento.

Na prática, esses são os maiores benefícios de usar a plataforma:

  • colaboração entre pessoas e agentes no mesmo contexto, com conversas, arquivos, código e workflows centralizados;
  • identidades separadas para facilitar o controle e a rastreabilidade;
  • liberdade para escolher modelos, agentes e infraestrutura sem ficar preso a um único fornecedor.

Por outro lado, o Buzz ainda é uma plataforma em desenvolvimento. O app de desktop está na versão 0.5, e a documentação do projeto separa recursos já funcionais daqueles que estão sendo conectados ou permanecem como visão futura, o que exige cautela antes de levar processos críticos para o ambiente.

Os clientes móveis, as etapas de aprovação de workflows e os eventos de chamadas em grupo (huddles) ainda estão em integração. Notificações push e a federação entre relays seguem como planos para o futuro. O ritmo de atualizações também é alto, sinal de que funcionalidades e interfaces podem mudar rapidamente.

Por isso, profissionais e equipes interessadas em usar o Buzz devem começar com projetos controlados, validar integrações e manter revisão humana, principalmente em tarefas de maior impacto.

O Buzz é seguro?

O Buzz é um workspace que conta com mecanismos voltados à identidade, permissões e rastreabilidade. Porém, a segurança depende também da configuração feita pelos profissionais ou equipe.

Conforme mencionado, cada participante utiliza uma identidade criptográfica e os eventos do sistema podem ser assinados e registrados para auditoria. Além disso, agentes têm chaves e acessos próprios, o que permite restringir um assistente a determinados canais ou recursos, em vez de entregar acesso amplo a todo o ambiente.

É importante não confundir assinatura com criptografia do conteúdo. A assinatura criptográfica comprova quem fez cada ação, mas não esconde o que foi escrito. Nas comunidades hospedadas pela Block, as mensagens não têm criptografia de ponta a ponta, e a empresa pode acessar o conteúdo quando necessário para operar, proteger ou moderar o serviço, ou por exigência legal. Por isso, informações sensíveis exigem cuidado redobrado ou o uso de um servidor próprio.

Antes de liberar um agente, é recomendável verificar:

  • quais canais, arquivos e sistemas ele realmente precisa acessar;
  • quais ações podem ser executadas sem aprovação humana;
  • quais informações são sensíveis e devem permanecer fora do alcance do agente;
  • como revisar registros de atividade e permissões periodicamente.

Também nunca compartilhe sua chave privada com ninguém, nem com agentes ou com o suporte do Buzz. A própria documentação reforça essa recomendação.

Essa cautela é importante porque agentes podem executar ações, não apenas produzir texto. E, quanto maior o nível de autonomia, mais relevante se torna estabelecer permissões, supervisão humana e mecanismos de auditoria.

Considerações finais

O Buzz é uma solução que propõe incorporar IA ao trabalho mantendo pessoas, agentes, contexto e execução no mesmo espaço. 

A proposta da plataforma é especialmente interessante para profissionais e equipes que querem integrar IA ao dia a dia sem separar contexto, arquivos e decisões em várias ferramentas. 

Quer continuar aprendendo sobre Inteligência Artificial e outras tecnologias que podem apoiar seus projetos? Leia estes conteúdos do blog da HostGator:

Perguntas frequentes

Sim. A Block lançou o Buzz como uma plataforma gratuita e open source. As comunidades hospedadas pela Block também são gratuitas, com acesso por convite e limites de armazenamento ainda a serem divulgados. A opção de executar o software em infraestrutura própria também está disponível.

Navegue por tópicos

  • O que é o Buzz?

    • Quem criou o Buzz?

  • Como funciona o Buzz?

  • Quais são os principais recursos do Buzz?

    • Canais, threads e mensagens diretas

    • Agentes de IA como membros da equipe

    • Workflows e automações

    • Busca e memória compartilhada

    • Repositórios e eventos Git

    • Arquivos e mídia

  • Quais agentes de IA funcionam no Buzz?

  • Como usar o Buzz?

    • Como começar na versão hospedada pela Block

    • Como usar o Buzz em servidor próprio (self-hosting)

  • Buzz vs Slack e GitHub: o que muda?

    • O Buzz é uma alternativa ao Slack?

    • O Buzz pode substituir o GitHub?

  • Vantagens e limitações do Buzz

  • O Buzz é seguro?

  • Considerações finais

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    Bruno Guerra

    Jornalista, Redator SEO e Copywriter. Atua com produção de conteúdo para web desde 2018, com experiências em áreas como empreendedorismo, esportes, finanças, investimentos, marketing digital, negócios e tecnologia. Gosta de esportes, música e de se manter atualizado.

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