Saiba como o Paperclip organiza agentes de IA em uma estrutura de empresa, com organograma, metas, orçamento e aprovações, e veja como instalar, configurar e acompanhar o trabalho dos agentes.
O Paperclip AI é uma solução pensada para quem já tem o costume de trabalhar com diferentes agentes de inteligência artificial e quer tornar essa operação mais fluida e organizada. Com essa plataforma, é possível organizar os agentes em uma mesma equipe e configurá-los para que trabalhem em conjunto visando um objetivo em comum.
No Paperclip, você pode criar um organograma de agentes, definir um deles como CEO e estabelecer funções claras para cada um dos integrantes do grupo. Continue a leitura para saber como essa aplicação funciona, como usá-la e conheça alguns casos de uso mais comuns.
Resumo do artigo
- O Paperclip é um software open-source e self-hosted utilizado para orquestrar agentes de IA
- Por meio do Paperclip, cada agente tem um cargo, funções e permissões de acesso específicas
- No Paperclip, cada agente precisa estar conectado, por meio de um adaptador, a um agente de execução compatível, como o Claude Code ou o Codex
- É possível definir um orçamento específico para cada agente e também para toda a empresa
- O agente CEO analisa o objetivo do usuário, cria tarefas e distribui o trabalho entre os demais agentes
- O software é gratuito, mas o uso dos agentes gera custos de API ou assinatura de cada fornecedor
O que é o Paperclip AI?
O Paperclip é uma plataforma de gerenciamento de agentes de inteligência artificial. Ele possibilita a atribuição de funções específicas para os agentes e o direcionamento do trabalho deles de acordo com o objetivo definido pelo usuário.
Com o Paperclip, é possível organizar os agentes em organogramas hierárquicos, da mesma forma que as empresas fazem com seus funcionários. Além disso, o sistema permite que haja interações entre os agentes de IA e que agentes autorizados criem e distribuam novos trabalhos de maneira autônoma.
Cada agente inserido nesse sistema precisa estar conectado, por meio de um adaptador, a um agente de execução compatível, como o Claude Code, da Anthropic, ou o Codex, da OpenAI.
O projeto é mantido pela Paperclip Labs, e o código-fonte está disponível no GitHub sob a licença MIT.
O que significa orquestrar agentes de IA?
Orquestrar agentes de IA significa gerenciar o trabalho desses agentes, atribuindo a eles papéis, funções e tarefas, para que atuem de forma coordenada e autônoma, sem que o usuário precise intervir no fluxo com frequência.
Além disso, esse processo envolve estabelecer limites de ação e definir permissões, para que esses sistemas não executem atividades ou tomem decisões que dependam da aprovação humana, nem acessem documentos sigilosos ou que não fazem parte do escopo do trabalho.
Na prática, há uma diferença importante entre usar um agente e gerenciar uma equipe de agentes. Um único agente executa tarefas específicas, de acordo com o que foi determinado no prompt. Se for necessário que ele faça outras atividades, o usuário precisará inserir um novo comando.
Já em uma equipe de agentes, cada agente tem uma função específica, sabe a quem deve se reportar e trabalha visando o alcance das metas estabelecidas. Sem uma camada de orquestração, o usuário precisa configurar e acompanhar cada fluxo automatizado individualmente, o que dificulta a geração de um trabalho coeso.
Por que o Paperclip ganhou destaque?
O Paperclip foi lançado em 2 de março de 2026 e rapidamente se tornou um dos projetos de orquestração de agentes mais populares do GitHub, com mais de 90 mil estrelas.
Parte desse interesse vem da proposta de tratar agentes como uma equipe. O projeto começou com o mote de “orquestração para empresas sem humanos” e hoje se apresenta como “o app que as pessoas usam para gerenciar agentes de IA no trabalho”, uma mudança que reforça o papel humano na definição de metas, orçamento e aprovações.
Como funciona o Paperclip?

O funcionamento do Paperclip se baseia na criação de uma empresa virtual, na qual o usuário fica responsável por definir o objetivo, quais agentes deverão ser criados e aprovar decisões importantes.
O Paperclip não cria agentes do zero nem oferece a infraestrutura necessária para que esses programas executem ações. A plataforma funciona como uma camada de orquestração, conectando os agentes aos ambientes de execução por meio de adaptadores compatíveis. Quando o agente precisa executar uma tarefa, o Paperclip aciona o adaptador configurado para ele, que inicia ou chama o agente de execução e retorna os resultados à plataforma.
Antes de criar qualquer organograma, é necessário definir o objetivo da empresa. Com isso, cada tarefa criada e executada pelos agentes terá como foco atingir a finalidade estabelecida.
A partir daí, o agente CEO analisa o objetivo definido pelo usuário, cria tarefas para alcançar essa meta e as distribui entre os outros agentes, de acordo com as funções atribuídas a cada um, como no exemplo a seguir:

O trabalho acontece em ciclos chamados heartbeats: o agente é acionado quando recebe uma tarefa, uma mensagem ou em horários programados. Em cada ciclo, ele:
- Verifica se tem alguma tarefa atribuída a ele;
- Lê o contexto da atividade (objetivo, instruções e exemplos);
- Define o que deve fazer, com base no modelo estabelecido;
- Executa a ação determinada;
- Registra o resultado.
Todo esse trabalho é exibido em um painel central, organizado por tickets e atualizado em tempo real, o que possibilita o rastreio das ações executadas e das decisões tomadas.
Quais são os principais recursos do Paperclip?
O Paperclip oferece diversos recursos para quem deseja criar fluxos de trabalho automatizados e que não demandem muitas intervenções humanas. Saiba agora quais são essas funcionalidades.
Organogramas e funções
Uma das principais funcionalidades do Paperclip é justamente a possibilidade de criar um organograma para os agentes, deixando explícito o papel e as funções de cada um.
Essa hierarquização facilita a distribuição de trabalho e deixa claro quem está responsável pela operação e para quem os demais devem se reportar.
Metas e tarefas
A definição de metas e o alinhamento de objetivos são fundamentais para que os agentes entendam qual resultado devem alcançar e como precisarão distribuir as tarefas para atingi-lo. Para que a entrega esteja alinhada às necessidades da empresa, é possível definir metas mensuráveis e fornecer contexto sobre como as atividades devem ser realizadas.
O gerenciamento das tarefas é feito pelos próprios agentes, seguindo o organograma definido pelo usuário. Aqueles que estão no topo da hierarquia distribuem as tarefas, respeitando a função e as permissões de acesso de cada agente, e coordenam os trabalhos. Essa coordenação também ajuda a evitar tarefas duplicadas ou incompletas, algo que pode acontecer ao operar agentes de maneira independente.
Orçamento e controle de custos

Para realizar as tarefas designadas, os agentes fazem chamadas à API dos fornecedores de IA ou consomem a assinatura configurada, o que gera custos. Por isso, é recomendável definir um limite de gastos antes de iniciar os fluxos de trabalho.
O Paperclip permite definir orçamentos para a empresa como um todo, para cada agente e para projetos específicos. Dessa forma, é possível estabelecer quanto cada agente pode gastar sem comprometer todo o orçamento disponível. Por padrão, o período de orçamento é o mês calendário, renovado no dia 1º.
Os orçamentos individuais funcionam em conjunto com o limite da empresa. Assim, mesmo que ainda exista verba disponível no orçamento geral, um agente pode ser pausado quando atingir seu próprio limite.
A plataforma também permite definir um percentual de alerta. Por padrão, o aviso ocorre quando o agente chega a 80% do orçamento. Ao atingir 100%, o agente é pausado automaticamente, o trabalho em andamento é cancelado e novas execuções só voltam a acontecer quando o limite for aumentado ou o período de orçamento for renovado.
Aprovações e governança
A aplicação possibilita ao usuário estabelecer quais decisões ou ações precisam de aprovação humana para serem realizadas. Sempre que o sistema chegar a um desses pontos, a pessoa responsável será notificada.
Entre os casos que podem exigir aprovação estão a contratação de novos agentes, solicitações de gasto feitas pelos próprios agentes e exceções de orçamento. O usuário responsável pode aprovar, rejeitar ou solicitar uma revisão da proposta.
Essa funcionalidade deixa os humanos no controle das decisões importantes e evita que o programa execute ações que possam prejudicar a empresa de alguma forma.
Histórico e auditoria
O Paperclip registra os custos associados à execução dos agentes e permite acompanhar os gastos por agente, projeto e empresa. Esses registros costumam incluir informações como quantidade de tokens de entrada e saída e custo de cada chamada.
A plataforma também mantém o histórico das tarefas e das decisões que passaram pelo fluxo de aprovação. Isso facilita auditorias e a análise posterior do que foi executado e de quanto foi gasto.
Quais agentes funcionam com o Paperclip?
O Paperclip utiliza adaptadores para conectar a plataforma aos diferentes ambientes de execução de agentes. Entre as opções mais utilizadas estão:
- Claude Code;
- OpenAI Codex;
- OpenClaw;
- Cursor;
- Gemini CLI.
A documentação oficial lista ainda outros agentes, como OpenCode, Pi, Hermes, Grok e Kimi Code, além de adaptadores genéricos (Process e HTTP) para conectar agentes próprios.
Independentemente do agente escolhido, o Paperclip funciona como plataforma de gestão e governança. Como sua arquitetura é baseada em adaptadores, é possível usar agentes de diferentes fornecedores em um mesmo fluxo de trabalho.
O que é possível fazer com o Paperclip?
Com o Paperclip, é possível colocar em prática vários projetos e automatizar atividades do dia a dia. Veja abaixo alguns exemplos do que você pode executar com essa plataforma.
Desenvolvimento de software
A aplicação permite que você organize agentes de programação e desenvolvimento dentro de um organograma para que eles realizem tarefas como escrita de código, depuração, testes e implementação.
O agente CEO recebe a solicitação, a divide em tickets e distribui as tarefas de acordo com as especialidades de cada agente.
Marketing e criação de conteúdo
Você pode usar o Paperclip para organizar equipes inteiras de agentes de marketing. Nesse caso, é importante definir um objetivo claro, como gerar mais leads ou aumentar as vendas.
Para que as tarefas sejam organizadas de maneira coordenada, atribua cargos como CEO, redator, analista de SEO e social media. As instruções de cada agente podem se inspirar em modelos de prompts para vendas. Sempre que o CEO recebe uma solicitação, ele divide a tarefa entre os analistas e, no final, entrega a saída pronta para o usuário.
Pesquisa e análise
Essa aplicação também pode ser uma boa opção para quem precisa automatizar pesquisas, análise de dados e elaboração de relatórios estruturados. Para isso, crie agentes específicos para fazer as buscas, analisar os dados e montar os relatórios, e escreva um prompt informando o que deve ser pesquisado e como os resultados devem ser entregues (em texto, gráfico, com ou sem comparações). Exemplos de prompts para o Claude ajudam a estruturar esses comandos.
Com essa automação, você recebe um relatório organizado, que pode conter comparações com períodos anteriores e previsões para os próximos meses, dependendo do que estava especificado no prompt e das configurações dos agentes.
Operações e tarefas recorrentes
O Paperclip também pode ser usado para automatizar tarefas recorrentes. Os cargos criados vão variar de acordo com cada área. Para o setor contábil que cuida do pagamento dos fornecedores, por exemplo, é possível designar os seguintes papéis:
- Gerente financeiro (CEO);
- Agente de conferência de cobranças;
- Agente de pagamentos;
- Agente de registros financeiros.
Nesse tipo de fluxo, os pagamentos devem sempre passar por aprovação humana antes de serem efetivados.
Como usar o Paperclip?
Se você ficou interessado em utilizar um sistema de gerenciamento de múltiplos agentes de IA, confira a seguir como usar o Paperclip AI na prática.
Requisitos para começar
Antes de começar, é necessário ter um ambiente para executar o Paperclip (computador ou servidor) e pelo menos um agente compatível instalado e autenticado, como o Claude Code ou o Codex. Dependendo do agente, a autenticação pode ser feita com chave de API ou com o login da assinatura do fornecedor.
Como instalar o Paperclip
Entre as principais opções para instalar a plataforma estão:
- Docker: indicado tanto para uso em uma máquina individual quanto em uma VPS;
- Node.js 24.11 ou superior: ideal para quem vai executar a aplicação localmente.
Para fazer a instalação na sua máquina usando o Node.js, abra o terminal e execute o seguinte comando:
npx paperclipai@latest onboard --yesO comando configura o ambiente, inicializa o banco de dados integrado e inicia o Paperclip localmente. Depois da instalação, a interface pode ser acessada pelo navegador, no endereço http://localhost:3100.
Caso você opte pelo Docker, primeiro clone o repositório oficial e, em seguida, inicie o container:
git clone https://github.com/paperclipai/paperclip.git
cd paperclip
docker compose -f docker/docker-compose.quickstart.yml up --buildDepois, acesse http://localhost:3100. Os dados (banco PostgreSQL, arquivos e chaves) ficam salvos na pasta data/docker-paperclip.
Se o seu objetivo for disponibilizar o orquestrador de agentes para a equipe, ou se precisar de uma operação que rode 24/7, existe a opção de fazer a instalação em uma VPS usando os mesmos comandos do Docker.
Se o Paperclip ficar acessível pela internet, configure o modo autenticado público, que exige login, e complemente a configuração com um domínio e HTTPS. Para uso apenas pela equipe, também há um modo autenticado privado, voltado a redes internas ou VPN.
Além disso, os dados persistentes precisarão ser armazenados em um volume fora do container.
Como criar uma empresa e definir o objetivo
Na configuração inicial, o usuário cria uma empresa, define seu objetivo e configura os agentes, tarefas e orçamento que farão parte da operação.
Para aumentar as chances de obter um resultado favorável, estabeleça um objetivo específico e mensurável. Por exemplo, em vez de definir como alvo aumentar as vendas, estabeleça como meta aumentar em 25% as vendas provenientes do tráfego orgânico em seis meses.
Como adicionar agentes
O primeiro agente que você deverá criar é o CEO, que será responsável por organizar todo o fluxo de trabalho. Veja abaixo o passo a passo de como adicionar agentes:
- Acesse a seção Agents;
- Selecione New Agent;
- Defina um nome e escolha o adaptador que será utilizado para executá-lo (como Claude Code ou Codex);
- Determine a função dele dentro da empresa (como CEO ou analista de pagamentos).
Como acompanhar o trabalho dos agentes
Você pode acompanhar o trabalho dos agentes pelo painel do Paperclip, onde é possível visualizar os seguintes aspectos:
- Tarefas;
- Status dos agentes;
- Gastos;
- Registros das atividades realizadas.
Esse modelo permite acompanhar o que cada agente fez, intervir quando necessário, aprovar estratégias e ajustar objetivos, tarefas ou limites de orçamento conforme o projeto avança.
O Paperclip é open source e gratuito?
Sim. O Paperclip é open source, isso significa que se trata de um software de código aberto que pode ser modificado pelo usuário. Além disso, a aplicação é self-hosted, ou seja, ela pode ser executada na máquina do usuário ou em uma VPS, sem depender de uma infraestrutura administrada pelo fornecedor, algo vantajoso para quem precisa ter mais controle sobre a operação.
O software é gratuito, mas o uso tem custos: os agentes conectados consomem API ou assinatura de cada fornecedor, e uma VPS também tem custo mensal. A Paperclip Labs prepara uma versão hospedada, o Paperclip Cloud, que até o momento está em lista de espera no site oficial.
Como funciona a versão self-hosted
Na modalidade self-hosted, o usuário é responsável por instalar e administrar uma instância do Paperclip. Nessa versão, o Paperclip pode utilizar um banco de dados PostgreSQL integrado, sem exigir a configuração de um banco externo, embora também seja possível usar um PostgreSQL externo.
A aplicação mantém localmente os dados da instância, como configurações, banco de dados e arquivos utilizados pelos agentes. Por padrão, esses dados ficam na pasta ~/.paperclip, no computador ou servidor onde a ferramenta foi instalada.
Licença e acesso ao código
A licença do Paperclip é a MIT, que autoriza a utilização, modificação, publicação e distribuição do software gratuitamente, inclusive em projetos comerciais, desde que sejam respeitadas todas as condições previstas na licença.
O código-fonte está disponível publicamente no GitHub, permitindo que os desenvolvedores acompanhem o desenvolvimento e contribuam com o projeto.
Contudo, é importante diferenciar o código do Paperclip de outros componentes utilizados pelos agentes. Isso porque os modelos de IA, CLIs e serviços integrados à plataforma, geralmente, têm suas próprias licenças e condições de uso.
Controle sobre dados e infraestrutura
Um dos principais benefícios da versão self-hosted é que ela oferece maior controle sobre a infraestrutura e os dados utilizados na aplicação.
No entanto, ao optar por esse modelo, a empresa precisará também cuidar de toda a segurança da operação, implementando práticas para proteger o servidor, controlando acessos e criando uma estratégia de backup adequada.
Paperclip x outras ferramentas: qual é a diferença?
Por ser uma categoria nova, o Paperclip costuma ser comparado a frameworks de agentes, aos próprios agentes e a ferramentas de gestão de projetos. Veja como ele se diferencia de cada um.
Paperclip é um framework de agentes?
Não. Um framework de agentes, como LangGraph ou CrewAI, é um conjunto de bibliotecas e regras usado para construir agentes e sistemas baseados em IA por meio de código.
Já o Paperclip é uma camada de orquestração, ou seja, um sistema responsável por coordenar o trabalho de agentes que já existem. Ele incorpora esses agentes, organiza-os de acordo com o objetivo e a hierarquia estabelecida pelo usuário e passa a criar tickets, distribuir demandas e organizar fluxos de trabalho que podem ser acionados por eventos ou por intervalos pré-estabelecidos.
Paperclip x OpenClaw
O OpenClaw é um agente de IA auto-hospedado que executa tarefas a partir de instruções em linguagem natural e pode funcionar de forma contínua. Ele, porém, atua como um agente individual: não organiza uma equipe de agentes com cargos, metas e orçamento.
Já o Paperclip não é um agente, mas sim uma ferramenta de orquestração de múltiplos agentes. As duas soluções podem trabalhar juntas: no Paperclip, é possível colocar vários agentes OpenClaw para trabalharem em equipe, por meio do adaptador OpenClaw Gateway, reduzindo a necessidade de intervenção a cada etapa.

Paperclip x ferramentas de gestão de projetos
A principal diferença entre o Paperclip e as ferramentas tradicionais de gestão de projetos, como Trello, Asana e Jira, é a capacidade de execução.
Nas aplicações tradicionais, é possível organizar o trabalho individualmente ou em grupo, atribuir responsáveis para cada tarefa, estabelecer prioridades e acompanhar a execução das demandas. Além de organizar as tarefas, o Paperclip delega a execução aos agentes de IA.
Por exemplo, em um gerenciador tradicional, uma tarefa como “produzir um relatório de desempenho” normalmente precisa ser atribuída a uma pessoa ou equipe. Já no Paperclip, essa tarefa pode ser atribuída a um agente específico, e outros agentes podem realizar etapas complementares, como coletar dados, analisar resultados ou revisar o material.
Há ainda plataformas que colocam pessoas e agentes no mesmo espaço de colaboração, como o Buzz, da Block. A diferença é que o Buzz funciona como um ambiente de conversa e trabalho compartilhado, enquanto o Paperclip se concentra em organizar e coordenar a execução dos agentes.
Quais são as vantagens e limitações do Paperclip?
Embora apresente muitos benefícios, o Paperclip também tem algumas limitações, que devem ser consideradas ao usar essa solução. Conheça agora as principais vantagens e os cuidados necessários.
Vantagens
- Gerenciamento centralizado de múltiplos agentes: os agentes organizam e dividem as tarefas entre si, e o usuário assume o papel de estrategista e supervisor;
- Flexibilidade: permite criar diferentes tipos de agentes e fluxos de trabalho e é compatível com os principais agentes de IA do mercado;
- Controle sobre custos e decisões: orçamentos, alertas e aprovações ajudam a manter a operação dentro dos limites definidos.
Limitações e cuidados
- Custos: como os agentes podem fazer chamadas automáticas à API, os gastos podem extrapolar o orçamento caso não sejam limitados;
- Complexidade para quem usa apenas um agente: como sua proposta é orquestrar múltiplos agentes, o Paperclip tende a ser mais estrutura do que o necessário para quem trabalha com um único agente. Nesse caso, usar diretamente o Claude Code ou o OpenClaw costuma ser mais prático e econômico;
- Necessidade de supervisão: mesmo com os fluxos automatizados, é importante acompanhar a operação e analisar os logs com frequência para verificar se as atividades estão sendo feitas da maneira esperada.
A supervisão humana continua importante porque os agentes podem cometer erros. Em alguns casos, por não saber uma resposta ou não conseguir executar uma atividade, eles podem alucinar, interpretar a tarefa de forma errada e entregar resultados incorretos. Também podem reproduzir vieses algorítmicos presentes nos dados usados no treinamento dos modelos.
Por isso, é importante definir mecanismos de supervisão e auditoria proporcionais ao risco de cada atividade e exigir validação humana para decisões que possam afetar a imagem e as finanças da empresa. Atenção também aos dados que os agentes podem acessar, especialmente informações pessoais, seguindo as boas práticas de IA e LGPD.
Conclusão
O Paperclip AI pode ser uma boa opção para quem já faz uso de agentes de inteligência artificial e quer escalar a operação de maneira organizada e orquestrada, tendo a possibilidade de fazer isso no seu próprio servidor ou máquina.
Portanto, se além de automatizar fluxos de trabalho você deseja que os próprios agentes coordenem toda a operação, considere implementar o Paperclip na sua empresa. Comece com um caso simples e vá escalando conforme for se acostumando com a plataforma.
Informações verificadas em outubro de 2026. Como a plataforma recebe atualizações frequentes, recursos e comandos podem mudar.
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