Como planejar o processo de criação de websites

Como planejar o processo de criação de websites

quinta-feira, 10 de outubro de 2019 | Comentários

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Criar um website é uma tarefa bastante simples. Esqueça aquela história de que é algo complexo e cheio de desafios. Existe um padrão de processo que é possível seguir para que tudo saia dentro do planejado. É como fazer um bolo. Basta seguir a receita passo a passo e pronto, tudo fica mais claro e sem mistérios.

Existe uma estrutura lógica dentro do planejamento de construção de um site, do mesmo jeito que um bolo. Não dá para fazer a cobertura antes de assar a massa, certo? Com site é a mesma coisa, alguns procedimentos devem ser feitos no começo, enquanto outros são detalhes e precisam ser alocados no final do trabalho.

Mas fique tranquilo. Nós temos a receita certa para o seu bolo ficar perfeito! Na verdade queremos apresentar aqui o essencial para a criação do seu site, tudo para deixar o que é simples ainda mais descomplicado e organizado.

Então confira tudo o que você precisa saber sobre o planejamento de criação de websites aqui nesse post! Preparado?

Saiba como planejar o processo de criação de um website

Separamos abaixo algumas informações fundamentais para auxiliar na criação e desenvolvimento de todo o planejamento de produção de um website.

Primeiros passos

Bom, nosso foco é a pré-execução do site, ou seja, o momento de dar alicerce para a sua construção, portanto, vamos aos passos iniciais e imprescindíveis.

Definição de objetivos

Para começar o projeto, é preciso definir a intenção do site. Nada deve ser criado à toa ou sem um propósito definido. Essa falta de clareza vai reduzir a eficiência na construção do site, permitindo erros totalmente evitáveis. Sendo assim, é preciso fazer uma reflexão e levantar as seguintes perguntas:

  1. Qual público ele pretende impactar?
  2. Que tipo de site será construído? (institucional, blog para conversão de leads, portal de notícias etc)
  3. Qual o volume de tráfego planejado?
  4. Qual o volume de informações que o site vai suportar?
  5. Qual a intenção do site? (apresentar uma empresa, vender serviços, informar pessoas, etc)

Responder essas perguntas vai ajudar muito a dar clareza ao trabalho, permitindo focar nas necessidades do site, sem perder tempo com opções que não fornecem aquilo que o site precisa.

Registro do domínio do site

Feita a leitura do cenário no qual o site pretende se encaixar, chega o primeiro procedimento técnico. Você terá que registrar um domínio, um nome para o seu site. O registro é como uma certidão de nascimento, é ele quem vai assegurar o endereço que você pretende usar, tais como:

  1. www.meusite.com;
  2. www.meusite.com.br;
  3. www.meusite.org;
  4. www.meusite.edu.

Para assegurar o domínio é preciso adquiri-lo. Portanto, saiba que é necessário realizar este investimento logo no começo no planejamento.

Registrar o domínio é fundamental para evitar retrabalho. Já imaginou criar todos os conteúdos e elementos estéticos do seu site utilizando um nome e depois perceber que ele já está registrado?

Pense também em adquirir mais de um domínio.Ter vários endereços para seu site traz alguns benefícios, como ser encontrado quando há erros de digitação, garantir exclusividade do nome e aproveitar para as novas extensões do mercado.

Hospedagem de site

Feito o registro, a próxima etapa é encontrar um serviço de hospedagem. Ela é o servidor do site, o “cérebro” por trás das páginas e de seus conteúdos. É lá que ficarão salvos os arquivos, mídias e dados utilizados pelo site.

Sem um servidor, a internet não consegue acessar as informações de um site, fazendo com que ele não seja exibido aos internautas. Isso porque o domínio apenas carrega o endereço do seu site, é na hospedagem que os arquivos ficam salvos e disponíveis online. Então é imprescindível ter os dois para colocar um site no ar.

Existem diferentes planos e você precisa escolher a hospedagem mais adequada para o site, levando em consideração não apenas o projeto, mas o tamanho do público que ele pretende impactar.

Sites com muitos arquivos e que pretendem ter uma movimentação grande de usuários vão precisar de servidores mais robustos do que um blog. Sendo assim, tenha em mente quais são as projeções de visitação e tamanho do site antes de fechar a contratação de um serviço de hospedagem.

Outra dica importante: a qualidade do serviço de hospedagem é fundamental para evitar transtornos. Certifique-se de escolher um bom serviço de hospedagem para ficar tranquilo quanto à disponibilidade do site e a segurança das informações contidas no servidor.

Escolha do CMS

O CMS é o sistema responsável por gerenciar os conteúdos armazenados e criados para um site. Uma ferramenta muito útil para facilitar a vida dos desenvolvedores, especialmente aqueles que não possuem muito domínio em programação.

A escolha do CMS é outra etapa inicial muito importante, afinal, quase tudo que envolve o desenvolvimento do site vai passar por aqui. Dentre os principais CMS do mercado, destacam-se:

  • WordPress;
  • Joomla;
  • Drupal;
  • Magento;
  • Shopify.

Atenção na hora de escolher o seu CMS! Existem alguns que são focados no desenvolvimento de lojas virtuais, como o Magento e o Shopify. Se a sua intenção não é criar um e-commerce, é melhor escolher outras opções.

O principal CMS atualmente é o WordPress. É possível criar sites incríveis com ele, porém, tanto o Joomla quanto o Drupal são capazes de bater de frente com o WordPress em termos de qualidade. O que diferencia o WordPress é a quantidade de temas, plugins e a sua comunidade (que é altamente produtiva e colaborativa).

Eu preciso mesmo passar por todas essas etapas?

A melhor resposta é: sim e não, tudo vai depender do seu objetivo. Digamos que a única etapa imprescindível vai ser a escolha do CMS.

A versão grátis do WordPress e de outros CMS (como Joomla) oferece um serviço de hospedagem bem modesto e a possibilidade de inserir seu site dentro de um domínio da empresa. Isso resulta em um endereço como: www.meusite.wordpress.com.

Não há nada de errado em usar esse tipo de endereço, porém, é inegável que sites com domínio próprio apresentam mais credibilidade aos visitantes. Sendo assim, se o site é para uma empresa ou para um profissional, vale a pena investir no domínio.

Além disso, também é importante contratar o serviço de hospedagem e domínio com uma empresa especialista e confiável. Isso transmitirá mais profissionalismo para quem visitar seu site e você poderá contar com um suporte facilitado com quem realmente entende do assunto.

Fazendo o planejamento do site

Agora que as questões técnicas iniciais foram resolvidas, chegou o momento de planejar o conteúdo e a disposição das informações pelas páginas do site. Confira!

Mapa do site

O mapa do site é um guia completo e holístico de todas as páginas que compõem o website. Ele permite compreender e definir a estrutura hierárquica dos conteúdos, para que eles sigam uma lógica e sejam acessados com facilidade pelos visitantes do site.

O principal objetivo é nortear as informações, portanto, quanto maior o website, mais importância o mapa terá para a organização, distribuição e planejamento dos conteúdos.

Atenção! Não confunda mapa do site com sitemap para SEO. O sitemap é um arquivo que precisa ser utilizado para otimizar a pesquisa feita pelos bots que varrem os sites e fazem a indexação e ranqueamento das páginas.

O sitemap é muito útil, porém, ele não se encaixa nesse momento, na fase de planejamento. Para saber mais sobre ele, leia o bônus no final do conteúdo!

Arquitetura da informação

O mapa do site é o alicerce da arquitetura da informação, contudo, dentro de cada página isso também deve ser planejado. A arquitetura da informação aborda como os conteúdos estarão dispostos dentro da estrutura da página.

Pense em uma página como a sua sala, outra como a cozinha e assim por diante. Cada utensílio e mobília tem seu lugar reservado, a fim de criar uma ordem no ambiente.

A arquitetura precisa ser feita antes, para que seja possível compreender quais elementos estéticos e conteúdos serão inseridos para criar boas páginas. Elas devem carregar com uma velocidade adequada e oferecer uma experiência positiva para quem está navegando.

Desenvolvendo a arquitetura das páginas será possível analisar se é preciso dividir um conteúdo grande, agrupar informações em uma única página, adicionar ou retirar elementos (como menus, players de vídeo, espaço para comentários etc) e muito mais.

Como ela pode afetar a quantidade de páginas, é importante ter o mapa do site em mãos, porém, com a consciência de que algumas coisas podem ser alteradas no mapa para otimizar a distribuição e a hierarquia.

Redação do conteúdo

O que vai estar contido nas páginas do site também pode – e deve – ser planejado. Lembra da primeira etapa? Nela, é necessário definir o público do site. Sendo assim, o conteúdo deve ser relacionado e aproximado desse público.

Não é aconselhável fazer um site de conteúdo jurídico sem usar jargões ou com uma linguagem coloquial, muito menos um site sobre cultura do skate usando termos formais e com poucas imagens.

Conteúdo é tudo para que seu site seja um sucesso. Outros elementos (como a estética e a organização) também são fundamentais, mas, sem dúvida, um site com um conteúdo ruim ou inadequado às suas expectativas é a pior coisa que um visitante pode encontrar.

Também não deixe de ter em mente o objetivo do site na hora de escolher as informações. Sites de venda, por exemplo, precisam de muitas imagens para ajudar os consumidores, enquanto portais de notícias precisam de uma boa mescla de imagens e textos para reter a atenção dos visitantes.

Mesmo que não seja você o responsável direto por criar e alimentar os conteúdos de um site, não se esqueça de pontuar:

  • A adequação do público com o conteúdo como algo fundamental;
  • A necessidade de se preocupar com SEO.

Os conteúdos precisam ser otimizados para SEO, o que ajuda a manter o site dentre os primeiros resultados de busca (isso é importantíssimo para que mais pessoas encontrem o seu site na web).

Layout

Apresentar elementos estéticos que dialogam com o consumidor é muito importante para um site. O layout precisa conversar com o conteúdo e o público o tempo todo, proporcionando uma identificação.

A escolha das cores, das fontes, das fotos, dos elementos gráficos, tudo isso conta pontos a favor de uma execução de trabalho objetiva.

Em termos estratégicos, o layout também contribui para a conversão de clientes, criando “espaços” de conversão, e para a ampliar a audiência mobile.

Sim, se o site não for responsivo, é bem provável que o acesso via dispositivos móveis (que vem se tornando líder em todo o mundo) seja reduzido, o que vai diminuir as chances de sucesso do site. Isso porque o mobile se tornou a principal forma de acesso no Brasil.

Pense sempre que o design tem como fundamento criar uma experiência positiva para os visitantes. Essa é a verdadeira missão da estética, e não apenas preencher espaços.

BÔNUS: Indexando o sitemap

Lembra do sitemap? Depois que você já planejou e criou o site, é hora de aprender a fazer este arquivo para envio ao Google. O procedimento deve ser o seguinte:

  1. Escolha as páginas que devem ser rastreadas pelo sistema de busca e defina a versão canônica de cada página (o melhor endereço para cada página);
  2. Selecione o formato do sitemap (arquivo de texto, RSS 2.0 ou Atom 1.0) você pode produzi-los ou usar uma ferramenta para isso;
  3. Disponibilize o sitemap ao adicionar o arquivo “robots.txt” na programação, ou então envie o arquivo do sitemap para o Search Console.

Fazer um site não é uma tarefa de outro mundo, como muitas pessoas pensam. Hoje em dia existem ferramentas excelentes para auxiliar nesse trabalho, além disso, os serviços de domínio e hospedagem estão cada vez mais fáceis de usar e com uma qualidade que só melhora.

Tudo isso contribui mesmo para facilitar a produção de um site, porém, sem organização, até o uso dessas facilidades pode ser complicado. Organização é tudo, portanto, planeje bem o site antes de colocar a mão na massa.

Você vai economizar tempo e ganhar eficiência, isso sem falar que seu site vai ficar muito melhor e com uma quantidade pequena (ou nula) de erros.

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